Voluntários de Belo Horizonte demonstram orgulho em atuar na Copa do Mundo

28/06/2014 - 20:25
Durante a vitória do Brasil sobre o Chile, participantes do Brasil Voluntário falam sobre a experiência em auxiliar os visitantes

Sede de seis jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014, Belo Horizonte conta com um time de voluntários orgulhosos de sua cidade e prontos para mostrar aos torcedores a hospitalidade que o mineiro tem. A emocionante vitória do Brasil sobre o Chile neste sábado, 28, foi mais uma oportunidade de demonstrar o amor pela cidade em forma de auxílio aos visitantes. “Quando você está na sua casa, sua cidade, tem que ser cordial com os visitantes para que eles a conheçam da melhor forma. É muito gratificante ajudar as pessoas e receber os agradecimentos”, conta Silvio Oliveira Andrade, 44 anos, que atuou na Savassi, importante ponto de encontro de torcedores em Belo Horizonte.

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Nas proximidades do Mineirão, o sentimento entre os participantes do Brasil Voluntário era o mesmo. “Estou orgulhosa. Belo Horizonte mostra que está pronta e está fazendo um evento de qualidade e nós estamos aqui para ajudar, mostrar a todos que sabemos acolher bem. O brilho dessa Copa ninguém tira”, afirma Cleice Terezinha Magalhães, 35 anos.  “É uma oportunidade de exercer o patriotismo, a cidadania”, completa Acelmo Assunção, 19 anos, que divide a atuação com Cleice indicando o acesso ao estádio.

No esforço em ajudar, vale até a mímica. “Um dia, a caminho do Mineirão, ainda distante, ajudei um jornalista indiano totalmente perdido, que só falava um inglês precário. Mostrei minha credencial e entendi que ele queria chegar ao Centro Aberto de Mídia, que era meu caminho. Foi meio complicado, mas no final, valeu a pena. Ele ficou aliviado e me agradeceu muito”, conta.

Quem também acompanhou um torcedor ao seu destino foi a voluntária Cristiane Lopes, 31 anos, que atua no Aeroporto de Confins. “Já estava indo para casa quando um colombiano me pediu informação sobre um hotel. Vi o endereço, e, como era caminho da minha casa,  acabei dando uma carona para ele até lá. Foi gratificante poder ajudar”, revela a voluntária.

Novas culturas

O contato com culturas diferentes é apontado como um dos pontos altos da atuação. Gustavo Naves, 31 anos,  já morou na Argentina e na Bolívia, e está satisfeito em poder exercitar o espanhol. “A experiência está sedo muito gratificante e é ótimo desenferrujar o idioma”, afirma.

Coordenadora no aeroporto, Maria Aparecida Silva, 51 anos,  enfatiza o interesse dos estrangeiros pela cultura local. “Teve um grupo de espanhóis que me perguntou onde poderiam comer frango com quiabo. Fiz questão de indicar alguns lugares”, conta, orgulhosa.

No Centro Aberto de Mídia (CAM), a francesa Cècile Aillerie, 23 anos, atende os jornalistas e aprende um pouco mais da cultura brasileira. Em intercâmbio na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) há quatro meses, a voluntária está impressionada com a comoção dos brasileiros durante a Copa. “Valeu a pena estar no Brasil nesse momento, vendo a alegria das pessoas, a emoção dos torcedores. Virei fã de futebol”, afirma, em ótimo português.
Companheira de atuação de Cècile no CAM, Luciana Villarreal , 36,  está praticando o francês e o espanhol, atendendo jornalistas e comemora a troca cultural. Ela conta que ouviu muitos elogios sobre o povo brasileiro, e está feliz de contribuir para isso. “Me inscrevi para representar a minha cidade e a atuação superou minhas expectativas. Teve um argentino que me disse que vir morar no Brasil depois de passar por aqui. Belo Horizonte está de parabéns”, afirma.

Fonte: Brasil Voluntário

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