Tesouro brasileiro: museus em Salvador

05/07/2013 - 12:25
Conheça algumas das principais atrações da capital baiana

Grande parte da história do Brasil é preservada e está exposta para o público em todo o País. As cidades-sede da Copa da Copa do Mundo 2014 – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Cuiabá (MT) – concentram em torno de 23% dos museus brasileiros (737 de 3.220). Se somados aos museus presentes no raio de 200km da capital, o número sobe para 32% (1.024 a mais). No Brasil, o órgão responsável por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, bem como pela melhoria dos serviços do setor, é o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Confira alguns da capital baiana, Salvador, e proximidades:

Foto: Embratur#

Museu de Arte Moderna da Bahia

O Solar do Unhão foi construído no séc. XVII, em sítio histórico, em terras pertencentes a Gabriel Soares e doadas por testamento aos Beneditinos no séc. XVI. Em 1943, o Solar foi tombado pelo IPHAN, sendo depois adquirido e restaurado pelo Governo do Estado da Bahia, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi. A partir de 1963, passa a sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia, que já vinha movimentando a cultura baiana desde a sua inauguração em 1960, no foyer do Teatro Castro Alves. O museu conta com exposições de artistas visuais consagrados do Brasil e exterior em cinco salas expositivas do museu, inserindo definitivamente o MAM no circuito nacional de arte contemporânea. O museu conta ainda com uma galeria ao ar livre (o Parque das Esculturas) e uma sala de cinema. Sedia também eventos artísticos culturais de diferentes linguagens e possui um programa permanente de ações educativas. (Avenida Contorno, s/nº - Solar do Unhão, Contorno - 71 - 3117-6139; terça a sexta, 13h-19h; sábado e domingo, 14h-19h; www.mam.ba.gov.br)

Fundação Museu Carlos Costa Pinto

A Fundação Museu Carlos Costa Pinto é uma instituição cultural que tem o compromisso de conservar, estudar, documentar e expor o acervo de artes decorativas, que pertenceu ao casal Carlos e Margarida Costa Pinto, reunido na primeira metade do século XX. A casa onde está instalado o Museu, projeto dos arquitetos Euvaldo Reis e Diógenes Rebouças, em estilo Colonial Americano, data de 1958. O acervo é constituído de 3.173 objetos dos séculos XVII ao XX. A Biblioteca Margarida Costa Pinto, inaugurada em 1974, é especializada em arte, mais especificamente artes decorativas. (Avenida Sete de Setembro, 2.490, Vitória - 71 - 3336-6081; segunda, quarta, quinta e sexta, 14h-19h; sábado, 14h30h-18h)

Solar Ferrão

O Solar Ferrão é um espaço de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador. Tombado pelo IPHAN em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis pavimentos e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e três coleções: a de Arte Africana Claudio Masella, a de Arte Popular e a de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. (Rua Gregório de Matos 45, Pelourinho - 71 - 3116-6743 / 3116-6740; terça a sexta, 12h-18h; sábado, domingo e feriado, 12h-17h)

Parque Histórico Castro Alves

O Parque Histórico Castro Alves está instalado na antiga Fazenda Cabaceiras, atual município de Cabaceiras do Paraguaçu, terra natal do poeta Antônio Frederico de Castro Alves. Criado em 1971, como parte das comemorações do 1º Centenário de morte do poeta, o parque surgiu com o objetivo de ser um referencial sobre a vida e as obras do famoso bardo baiano. Ocupando uma área de aproximadamente 52.000 m2, têm em sua abrangência, além de museu, biblioteca, auditório aberto, fonte de água natural, marcos e recantos. O prédio que abriga o museu é uma réplica da casa original onde nasceu, em 1847, Castro Alves. (Praça Castro Alves, 106, Cabaceiras do Paraguaçu - 75 - 3681-1102; terça a sexta, 9h-12h e 14h-17h; sábado e domingo, 9h-14h; www.dimusbahia.wordpress.com)

Memorial Irmã Dulce

O Memorial Irmã Dulce foi idealizado pelos familiares, amigos e admiradores da religiosa. Inaugurado em 1993, foi construído por meio de doações de empresários e da comunidade. Instalado no Convento Santo Antônio, apresenta fatos importantes da trajetória de Irmã Dulce, com ênfase na construção da sua obra social. Seu acervo é formado por fotos, cenários, objetos de uso pessoal, documentos, medalhas, comendas. Conta ainda com a reconstituição do seu quarto da Irmã, onde passou os últimos momentos de vida. (Avenida Bonfim, 161, Largo de Roma - 71 - 3310-1100; terça a domingo, 10h-17h; www.irmadulce.org.br)

Fundação Casa de Jorge Amado

Inaugurada em 1987, a Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA) foi idealizada e instituída com o objetivo de preservar, estudar, difundir o trabalho de Jorge Amado e de Zélia Gathai, assim como a arte e a cultura da Bahia. Localizada em imóvel colonial do século XIX, no Largo do Pelourinho, a FCJA abriga em seus quatro andares uma exposição permanente do acervo do escritor constituído de diversas edições de seus romances, fotografias, vídeos, cartazes e objetos que se relacionam com o autor e sua obra, além de arquivos de cartas, manuscritos e documentos diversos à disposição de pesquisadores e estudiosos. (Largo do Pelourinho, 51, Pelourinho - 71 - 3321-0070; segunda a sexta, 10h-18h; sábado 10h-16h; www.jorgeamado.org.br)

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, abrigado em um imóvel do século XVIII, foi fundado em 1994 para preservar, conservar, expor e divulgar a azulejaria dos séculos XVII, XVIII e XIX. Resgatada de antigos imóveis, a coleção é a única do gênero da América Latina e, além de reproduções do ceramista alemão de Horst Udo Knoff, o acervo reúne azulejos portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, holandeses e italianos, datados dos séculos XVI ao XX, e criações de representativos artistas locais como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Carybé. (Rua Frei Vicente nº 03, Centro Histórico - 71 - 3117-6388 / 3117-6389; terça a sexta, 12h-18h; sábado e domingo, 12h-17h; www.ipac.ba.gov.br)

Museu da Misericórdia

Inaugurado em 2006, o Museu da Misericórdia funciona no edifício-sede da Santa Casa da Misericórdia, um palácio do século XVII, situado entre a Praça da Sé e a Praça Municipal. O museu apresenta a trajetória da instituição, ao criar uma memória coletiva acerca da preservação do patrimônio cultural, valorizando a história de Salvador. Exibe obras que vão do século XVII até os dias atuais e dá continuidade ao projeto social de revitalização da região central em torno da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, instituição mantenedora do museu. O acervo é composto por um conjunto de pinturas, esculturas, carro, mobiliário, alfaias e imaginária. Apresenta também, espaços rituais como a Sala do Definitório (Salão Nobre) com seu forro de 15 painéis (óleo sobre madeira, séc. XVIII) inteiramente restaurado. (Rua da Misericórdia 6, Centro Histórico - 71 - 3322-7355; segunda a sábado, 10h- 17h; domingo e feriado 13h-17h)

Museu Nacional de Enfermagem Ana Nery

O Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery foi fundado em 2010 para pesquisar, preservar e comunicar a história da enfermagem brasileira por meio de projetos educativos culturais e técnicos a serviço da sociedade. Está instalado num casario do século XIX localizado no Pelourinho, que foi restaurado e adaptado para exercer as funções de museu. É uma instituição de caráter histórico e científico que homenageia Anna Justina Ferreira Nery, que prestou relevantes serviços no cuidado aos feridos durante a Guerra do Paraguai. Apresenta a história da Enfermagem desde os primórdios até a atualidade. (Rua Maciel de Cima 5, Pelourinho - 71 - 3321-3819; segunda, 13h-17h, terça a sexta, 9h- 17h e sábado, 9h-12h; www.munean.com)

Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia

O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, responsável por divulgar e expor a arte sacra cristã, foi originado do convênio celebrado entre a Arquidiocese de Salvador e a UFBA em 1958, para acolher a coleção de Arte Sacra de igrejas, irmandades e de particulares. Localizado no antigo Convento de Santa Tereza, teve seu prédio restaurado e seu espaço adaptado à exposição do acervo, inicialmente composto por peças litúrgicas e imagens de propriedade da Igreja. Em 1959, foi aberto ao público, com uma exposição de peças de museus brasileiros e portugueses, de igrejas, conventos e irmandades da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, e de obras emprestadas por colecionadores. (Rua do Sodré, 276 - 71 - 3283-5592; segunda a sexta, 11h30-17h30; www.mas.ufba.br)

Museu Henriqueta Catharino (Museu do Traje e do Têxtil)

A Fundação Instituto Feminino da Bahia, onde está localizado o Museu Henriqueta Catharino (Museu do Traje e do Têxtil), foi fundada em 1923. A história do acervo têxtil do Instituto teve início uma década depois, com o desafio de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população feminina da cidade, mediante a educação básica e profissionalizante, a ação social e a preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. A atual sede foi construída em 1939. O acervo do museu é constituído de vestidos de baile e festas, indumentárias e tecidos eclesiásticos, roupas de cama e mesa, enxovais de bebês e crianças, sapatos, chapéus, luvas, bolsas, estojos de manicura, pinças para modelar unhas, retratando o cotidiano e a estrutura social de várias décadas. (Rua Monsenhor Flaviano, 02, Politeama - 71 - 3329-5520/3329-5522/3329-5938/3329-5681; segunda, 14h-17h; terça a sexta, 10h-12h e 14h-18h; www.institutofeminino.org.br)

Memorial do Teatro Castro Alves

O Memorial do Teatro Castro Alves foi criado em julho de 2002 com o objetivo de preservar a memória do Teatro Castro Alves. O seu acervo é constituído de fotografias e fitas de vídeo que registram os espetáculos realizados nas dependências do Teatro, além de produções do Centro Técnico (figurinos, cenários e adereços), convites, programas, cartazes e troféus. Foi aberto ao público em 2003, com a inauguração da Galeria dos Diretores, por ocasião das comemorações do décimo ano de reinauguração do Teatro. (Praça Dois de Julho, s/n - 71 - 3117-4864 / 3117-4863; segunda a sexta, 10h-18h; www.tca.ba.gov.br)

Ile Ohun Lailai – Museu do Ilê Axé Opô Afonjá

O museu criado em 1982 pela Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Maria Stella de Azevedo Santos, juntamente com Oni Kówé, Vera Felicidade, busca preservar na comunidade afrodescendente, a religiosidade e a importância da história e da cultura Yorubá. Seus objetivos são preservar, proteger, incentivar e apoiar o patrimônio, a memória e os acervos religiosos, históricos, culturais e naturais da cultura afro-brasileira. (Rua Direita de São Gonçalo do Retiro, 557 - 71 - 3384-5229 / 3384-6800; segunda a sexta, 8h-12h e 14h-18h; sábado, 8h- 12h)

Museu Comunitário Mãe Mirinha de Portão

A criação do Museu Comunitário originou-se das ações desenvolvidas pela mãe Mirinha de Portão, que beneficiam a comunidade de Lauro de Freitas e o bairro de Portão. O objetivo é preservar a cultura Banto e estabelecer formas participativas junto à comunidade, desencadeando ações que democratizem o conhecimento e a inclusão social. O acervo do museu é composto por objetos em ferro, prata, madeira, palha, tecido, papel e outros materiais. Esses objetos pertenceram à Mãe Mirinha de Portão, aos projetos educativos e culturais da Associação São Jorge Filho da Goméia e alguns foram cedidos por outras instituições. O Terreiro onde o museu fica localizado foi tombado em 2004 como Patrimônio Cultural do Estado da Bahia. O museu oferece cursos de informática, oficinas de dança, capoeira e percussão para crianças, jovens e adultos do bairro do Portão. (Rua Queira Deus, 78, Lauro de Freitas - 71 - 3369-2813; segunda a domingo, 9h-20h)

Fonte: IBRAM/MinC

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