Tesouro brasileiro: museus em Recife

05/07/2013 - 13:00
Confira algumas das atrações da capital pernambucana

Grande parte da história do Brasil é preservada e está exposta para o público em todo o País. As cidades-sede da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014 – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Cuiabá (MT) – concentram em torno de 23% dos museus brasileiros (737 de 3.220). Se somados aos museus presentes no raio de 200km da capital, o número sobe para 32% (1.024 a mais).

No Brasil, o órgão responsável por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, bem como pela melhoria dos serviços do setor, é o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Confira alguns da capital pernambucana, Recife:

Museu do Homem do Nordeste

O Museu foi criado em 1979, a partir das ideias museológicas defendidas pelo escritor e antropólogo Gilberto Freyre. Seu acervo, que reúne objetos oriundos de outros três museus (o de Antropologia, de Arte Popular e do Açúcar), volta-se para materiais que documentam civilizações regionais brasileiras, seus cotidianos, suas ocorrências, as características de suas estruturas e suas funções básicas. O objetivo do museu é pesquisar, registrar, preservar e difundir o patrimônio cultural da região Nordeste, de modo que possa contribuir para a inclusão social e para o fortalecimento da identidade cultural do povo brasileiro. (Avenida Dezessete de Agosto, 2.187, Casa Forte - 81 - 3073-6340 / 3073-6332; Terça a sexta, 08h30-17h; sábado e domingo, 13h-17h)

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) foi criado em 1997. Está localizado na área central do Recife, num edifício do século XIX de três andares. O do MAMAM é um centro de referência da produção moderna e contemporânea das Artes Visuais brasileira, tendo se dedicado à divulgação, registro e reflexão sobre a arte do presente e suas referências históricas. Desde sua criação, o museu promove exposições de nomes como Basquiat, Cildo Meireles, Antonio Dias, Ernesto Neto, Rivane Neuschwander e Jarbas Lopes. A coleção permanente encontra-se em expansão contínua, graças a doações de colecionadores, artistas e galeristas, e já compreende mais de mil trabalhos de diversas mídias e períodos desde o modernismo. (Rua da Aurora, 265, Boa Vista - 81 - 3355-6870; terça a sexta, 12h-18h; sábado e domingo, 13h-17h; www.mamam.art.br)

Museu da Abolição

O Museu da Abolição foi criado em 1957 e posteriormente se instalou no Sobrado Grande da Madalena, prédio onde residiu o Conselheiro João Alfredo. Seu objetivo é preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, sobretudo quanto ao tema abolição. A partir de discussões iniciadas no seminário O Museu que Nós Queremos (2005), foi montada em 2010 a exposição "Exposição em Processo", realizada por meio de uma oficina expográfica com o público interessado. (Rua Benfica, 1.150, Madalena - 81 - 3228-3248; segunda a sexta, 9h-17h; sábado 13h-17h)

Museu do Estado de Pernambuco (MEPE)

O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) foi em 1929. No início, funcionou na cúpula do Palácio da Justiça, na Praça da República, expondo, entre outras peças, a coleção de quadros do pintor pernambucano Telles Junior. Em 1940, foi instalado em sede própria, construída no século XIX, pertencente ao Dr. Augusto Frederico de Oliveira, filho do Barão de Beberibe, ocupando uma área com mais de 9.000 m², cercada de jardins e árvores frondosas. Atualmente, ampliado e com um acervo de 12.000, está instalado em dois prédios: o Palacete do século XIX e o anexo, Espaço Cícero Dias. O MEPE visa registrar, preservar e expor a história do estado de Pernambuco. (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças - 81 - 3184-3170; terça a sexta, 9h-17h; sábado e domingo, 14h-17h; www.fundarpe.pe.gov.br)

Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE)

O Museu é um monumento datado do século XVII, quando funcionou como Aljube (prisão eclesiástica para a Igreja Católica Apostólica Romana). Após o período da Inquisição, passou a ser Cadeia Pública do Município de Olinda. Com a doação de parte da coleção do embaixador Assis Chateaubriand , o governo de Pernambuco começou a utilizar o prédio como sede do Museu. O prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e UNESCO, tornando-se patrimônio da humanidade. Seu objetivo é registrar, conservar e preservar a arte contemporânea, enfatizando a diversidade de culturas e expressões. Possui em reserva técnica obras raras que cobrem desde o academicismo francês até a contemporaneidade, totalizando aproximadamente 3.000 obras. (Rua Treze de Maio, 157, Varadouro, Olinda - 81 - 3184.3153; segunda a sexta, 9h-17h; sábado e domingo, 14h-17h; www.fundarpe.pe.gov.br/mac)

Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE)

Inaugurado no dia 11 de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) está instalado numa das primeiras edificações da Vila de Olinda, a antiga Casa da Câmara, fundada por Duarte Coelho em 1537. Privilegiado por sua localização e amplitude, o antigo Palácio dos Bispos foi transformado em espaço para exposição e estudo da arte sacra ou de inspiração religiosa graças, especialmente, a sugestões da população local. O acervo fixo do Maspe, que começou a ser construído a partir de mais uma centena de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, hoje reúne objetos de culto como santos populares e de procissão, relicários, custódias e pinturas religiosas. Um dos destaques do acervo fixo do MASPE são a coleção de imagens antigas eruditas, policromadas e douradas, datadas do século XVI. (Rua Bispo Coutinho, nº 726, Alto da Sé, Carmo, Olinda - 81 - 3184-3154; terça a sexta 10h-16h; sábado e domingo, 10h-14h; www.fundarpe.pe.gov.br/maspe)

Museu Regional de Olinda (Mureo)

O Museu Regional de Olinda (MUREO) foi criado em 1934, por decreto-lei do interventor federal do estado, Dr. Carlos de Lima Cavalcanti. O prédio do museu é um solar colonial da segunda metade do século XVIII, situado numa das mais antigas ruas da cidade. O MUREO propicia ao observador a visão de uma casa pernambucana do século XVIII e sua exposição foi montada de acordo com as características espaciais da primitiva casa. (Rua do Amparo, 128, Amparo, Olinda - 81 - 3184-3159; terça a sexta, 9h-13h e 14h-17h; sábado e domingo, 14h-17h; www.fundarpe.pe.gov.br/mureo)

Museu Palácio Joaquim Nabuco

Erguido em 1870, a sede do Poder Legislativo (ALEPE) foi inicialmente denominada Paço da Assembleia e a partir de 1948, Palácio Joaquim Nabuco. O prédio, construído sob a forma de cruz, tem 16 metros de altura, 36 pilastras de ordem dórico-romana e cinco corpos de composição. Em forma circular, o corpo central é destinado às reuniões plenárias. A Assembleia ainda preserva boa parte dos móveis confeccionados especialmente para o Palácio, nas décadas de 1870/1880, e outros que foram trazidos da sede inicial, no Forte do Matos, no Bairro do Recife. A presença de peças com desenhos que se pode atribuir a Guilherme Spieler, marceneiro alemão que trabalhava no Recife, leva a crer que o artista participou da encomenda original do mobiliário, no fim do século XIX. (Rua da Aurora, 631, Boa Vista - 81 - 3183-2367 / 3183-2185; terça a domingo, 9h-17h; www.alepe.pe.gov.br/museuvirtual)

Museu de Arte Popular

O Museu de Arte Popular, localizado no Pátio de São Pedro, é composto por espaço educativo, biblioteca e exposições temporárias e abriga um dos mais significativos patrimônios da arte popular. O acervo, dos anos 1960 a 1980, conta com mais de 400 obras, em cerâmica, madeira e tecido, que fazem referência à produção artística dos mais destacados mestres da arte popular do Nordeste, com destaque para Mestre Vitalino, Zé Caboclo, José Antônio Vieira, Antônia Leão, Bigode, Ana das Carrancas, Zé do Carmo, Nuca, Louco, Nino e José Duarte, entre outros. (Rua Felipe Camarão, 49, Pátio de São Pedro, São José - 81 - 3232-2803 / 3232-2969; segunda a sexta, 9h-17h; www.recife.pe.gov.br/map)

Centro Cultural Judaico de Pernambuco (Museu Sinagoga Kahal Zur Israel)

Graças à liberdade religiosa ocorrida durante o governo do holandês João Maurício de Nassau (1637-44), Pernambuco vivenciou uma contínua imigração de judeus na primeira metade do século XVII. Perseguidos pela Inquisição, os judeus portugueses de Amsterdã tinham, além da motivação religiosa, fortes laços econômicos com os negociantes holandeses. Com o estabelecimento da comunidade judia, inúmeros cristãos-novos e descendentes que já viviam no Recife retornaram ao judaísmo, formando algumas congregações. Entre elas, a Kahal Zur Israel, Primeira Sinagoga das Américas. O lugar onde estava situada a sinagoga foi recentemente identificado e sua estrutura localizada, embaixo de grandes casas, na Rua do Bom Jesus, antigamente conhecida como Rua dos Judeus, no Recife Antigo. Em 2001, o prédio original reconstituído foi aberto ao público, sendo hoje um dos mais importantes sítios turísticos da região. (Rua do Bom Jesus, 197/203, Bairro do Recife - 81 - 3224-8351; terça a sexta, 9h-17h; domingo, 14h-18h; www.kahalzurisrael.com)

Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre

Adquirida no final da década de 1930, a Vivenda Santo Antonio de Apipucos, hoje Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, localizada no bairro recifense de Apipucos, foi o local escolhido pelo intelectual pernambucano para morar por mais de 40 anos. A construção, de estilo colonial, reconhecida como casa-grande original do século XIX e reformada em 1881, abriga o conjunto de objetos colecionados, guardados e ordenados pela família Freyre. O ambiente da casa foi preservado da forma como foi concebido por Gilberto Freyre, onde se misturam imagens sacras católicas, peças de origem africana, azulejos portugueses, peças da arte popular brasileira, porcelanas orientais, prataria inglesa e portuguesa, além de uma pinacoteca e vasto acervo bibliográfico. (Rua Dois Irmãos, 320, Apipucos - 81 - 3441-1733; segunda a sexta, 9h-17h; www.fgf.org.br/casamuseu/casamuseu.html)

Paço do Frevo

O Paço do Frevo é um espaço dedicado à difusão, pesquisa, lazer e formação nas áreas da dança e música do frevo, ritmo pernambucano considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2012, visando propagar sua prática para as futuras gerações. Está localizado no centro histórico de Recife, em um antigo casarão de 1700 m2 distribuídos em quatro pavimentos, que abrigou a sede da Western Telegraph Company, responsável pela implantação do telégrafo no Brasil, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. O Paço conta com uma exposição de longa duração e exposições temporárias, estúdio de gravação, rádio, cursos de dança, música e oficinas de adereços. (Paço do Frevo, Rua da Guia, 91, lateral Praça do Arsenal, Bairro do Recife - 81 - 3355 9000; terça a sexta, 9h-18h; quinta 9h-21h; sábado e domingo 12h-19h; www.pacodofrevo.org.br)
 

Foto: Embratur#

Instituto Ricardo Brennand

O Instituto Ricardo Brennand, criado em 2002, destaca-se no cenário nacional como importante centro de cultura do nordeste brasileiro. Suas edificações em estilo medieval gótico são compostas por Castelo, Pinacoteca e Biblioteca. Voltado à preservação da arte e da cultura, com ênfase no período “Brasil – Holandês”, tem como objetivo levar oportunidades inéditas de contemplação da arte e de aprendizado a grandes parcelas da população, com ênfase em programas educacionais para crianças e jovens. (Alameda Antônio Brennand, s/n, Várzea - 81 - 2121-0352; terça a domingo, 13h-17h; www.institutoricardobrennand.org.br)

Oficina de Cerâmica Francisco Brennand

Sob as ruínas da antiga Fábrica de Porcelana São João, herdadas de seu pai Ricardo Lacerda de Almeida, Francisco Brennand construiu a Oficina Cerâmica Francisco Brennand. O artista iniciou seu trabalho nesse espaço em meados de 1970, com a exposição permanente de esculturas, posteriormente aberta ao público. Atualmente, a oficina visa preservar, pesquisar, conservar, comunicar e difundir a obra do de Francisco Brennand. Ela é mantida pela Família Brennand e pela empresa da família, a Oficina Cerâmica Francisco Brennand S/A, responsável pela fabricação de peças cerâmicas decorativas, ladrilhos e revestimentos cerâmicos. (Propriedade Santos Cosme e Damião, s/n - UR-7, Várzea - 81 - 3271-2466; segunda a quinta, 8h-17h; sexta, 8h-16h; www.brennand.com.br)

Fonte: IBRAM/MinC

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