Tesouro brasileiro: Museus em Manaus

23/07/2013 - 16:56
Confira algumas das atrações da capital do Amazonas, que receberá quatro jogos do Mundial de 2014

Grande parte da história do Brasil é preservada e está exposta para o público em todo o País. As cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Cuiabá (MT) – concentram em torno de 23% dos museus brasileiros (737 de 3.220). Se somados aos museus presentes no raio de 200km da capital, o número sobe para 32% (1.024 a mais). No Brasil, o órgão responsável por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, bem como pela melhoria dos serviços do setor, é o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Confira alguns da capital amazônica, Manaus e proximidades. Manaus receberá quatro partidas da Copa de 2014, todas válidas pela primeira fase do torneio.

Museu do Seringal Vila Paraíso

O Museu do Seringal Vila Paraíso - um projeto do governo do estado, através da Secretaria de Cultura, e do Polo de Cinema do Amazonas - oferece aos visitantes a possibilidade de conhecer as etapas de produção do látex. Preserva os modos de vida dos seringueiros (imigrantes nordestinos) no período do Ciclo da Borracha, o modelo econômico que moveu a região amazônica entre 1879 -1912 e 1942 -1945. O museu foi construído em 2000 e o seu acervo são ambientações de época: móveis, utensílios, moradias, casa de farinha, barracões, capela para Nossa Senhora da Conceição e trilhas para as seringueiras. Fica no ambiente cenográfico de A Selva, filme luso-brasileiro que registrou a passagem do escritor português José Maria Ferreira de Castro (1898-1974) pelo Amazonas. As casas do Barão Juca Tristão e do seu capataz de confiança foram pensados para evidenciar os contrastes dos seringais. Na casa do Barão, estão expostos móveis, louças e adornos importados da Europa e da Ásia; enquanto palha e chão batido abrigam o único móvel do seringueiro: uma cama . O museu fica às margens do Rio Negro e o seu acesso é feito por barcas. (Igarapé São João – Afluente do Igarapé Tarumã Mirim, Zona Rural; locais de saída: Porto de Manaus, Pier do Tropical Hotel e Marina do David;  92 - 3234-8755 / 3631-3632; terça a domingo, 8h-16h; www.culturamazonas.am.gov.br)

Museu da Imagem e do Som do Amazonas

O Museu da Imagem e do Som do Amazonas, iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura, foi implantado em 2000 no Palacete Provincial e compõe com outros museus, a pinacoteca e o ateliê de restauração um complexo cultural na Praça Heliodoro Balbi no Centro de Manaus. O prédio é obra arquitetônica dos idos de 1875. Foi sede do governo de Estado e residência oficial de presidentes da província do Amazonas. O acervo de mais de 240 mil peças em suportes como fotos, DVDs, fitas em VHS, CDs, vinis, películas, livros, jornais, partituras, pôsteres de cinema e cartazes institucionais oferece ao visitante acesso in loco a registros que documentam a história da região amazônica. Também fazem parte do acervo câmeras fotográficas, exibidas na exposição de longa duração Máquinas do Tempo. Outras exposições permanentes são Cine Teatro Guaranye Silvino Santos - Pioneiro do Cinema no Amazonas. O prédio foi tombado como patrimônio tangível, assim como a Praça que o abriga e o Colégio Amazonense D. Pedro II, que fica nas proximidades do museu. (Palacete Provincial - Praça Heliodoro Balbi, s/n, Centro - 92 - 3233-3677; terça e quarta, 9h-17h; quinta a sábado, 9h-19h; domingo, 16h-20h; www.culturamazonas.am.gov.br)

Pinacoteca do Amazonas

Restaurada em 2009, a antiga sede da Polícia Militar do Amazonas, o Palácio Provincial, tornou-se um centro cultural com uma Pinacoteca e outros museus. Trata-se de instituição pública estadual subordinada à Secretaria de Cultura do Amazonas. Tem um acervo de mais de mil obras entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, que oferece ao visitante um panorama da arte regional e brasileira dos séculos XIX e XX. Foi criada em 1965, por Moacir de Andrade, e só em 2000 passou a integrar o Complexo Cultural Palácio do Rio Negro. A exposição Luz - Panorama das Artes Plásticas no Amazonas objetiva apresentar especificidades das artes produzidas no estado. Está dividida em Luz, Presença e Ausência da Luz, Luz em Movimento, Desenho da Luz e Luz do Amazonas. Exibe também obras de artistas como Moacir Andrade, Bernadete Andrade, Cícero Dias, Emmanuel Nassar e Francisco da Silva. Emmanuel Nassar se interessa pelo precário, pela gambiarra e pela solução imaginativa e Francisco da Silva pintou pássaros amazônicos, peixes, figuras marinhas e dragões mitológicos. (Palacete Provincial - Praça Heliodoro Balbi, s/n, Centro - 92 - 3622-8387; terça e quarta, 9h-17h; quinta a sábado, 9h-19h; domingo, 16h-20h)

Bosque de Ciências (INPA)

O Bosque da Ciência foi projetado para apoiar e difundir pesquisas científicas e promover a educação ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Ocupa uma área de quase 13 hectares na região urbana de Manaus e foi projetado para oferecer à população lazer e entretenimento sócio científico. Oferece trilhas educativas, visitas aos Tanques e Viveiros de animais aquáticos, Casa da Ciência, Ilha de Tanimbuca, Casa de Madeira, Condomínio das Abelhas, Paiol da Cultura, Trilha Suspensa, Lago Amazônico, Viveiro dos Jacarés, e aos Orquidário e Bromeliário. O projeto museográfico da Casa da Ciência objetiva comunicar, através de exposições, os resultados de pesquisas feitas pelo INPA. A Ilha de Tanimbuca, atrativo de conservação ambiental, realiza o Sarau na Floresta durante os verões, reunindo pessoas de diversas etnias e idade. O Lago Amazônico abriga tartarugas, tracacás, iaças, tucunarés e arunãs; já o Paiol da Cultura expõe trabalhos de artistas amazonenses. (Rua Otavio Cabral, s/n, Petrópolis - 92 - 3643-3374 / 3643-3192; terça a sexta, 9h-12h e 14h-16h30; sábado e domingo, 9h-16h30; bosque.inpa.gov.br)

Museu Amazônico

O Museu Amazônico é um órgão público suplementar da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e atua no apoio à pesquisa, ao ensino e à extensão em áreas fundamentais para o conhecimento da Amazônia e de suas culturas. Foi criado em 1975, implementado em 1989 e inaugurado em 1991. O Museu conta com considerável acervo documental, etnográfico e arqueológico - sendo uma ótima fonte para pesquisas acadêmicas. O Museu organiza e promove exposições temporárias e permanentes, com vistas à divulgação do próprio acervo e também de materiais cuja guarda pertença a outras instituições, além de exposições artísticas, que, de alguma maneira, dizem respeito ao acervo do Museu. (Rua Ramos Ferreira, 1036, Centro - 92 - 3234-3242; segunda a sexta, 9h-17h; www.museuamazonico.ufam.edu.br)

Museu do Homem do Norte

Inaugurado em 1985, com ideais inspirados nas obras do sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, o Museu do Homem do Norte – MHN esteve, até 2006, ligado à Fundação Joaquim Nabuco, órgão sediado em Recife (PE). Atualmente encontra-se no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA) e tem como missão preservar, estudar e difundir os bens e manifestações culturais do Homem situado na Região Norte do país. Seu acervo conta com 2 mil peças, constituído por produtos regionais, artefatos domésticos, de ritual, de mineração, pesca, alimentação, medicina popular, artesanato, arte popular e folclore, retratando o estilo de vida e costumes do homem amazônico, do caboclo ao indígena, e sua relação com a natureza, cultura e política. (Praça Francisco Pereira da Silva, s/n°  - 92 - 2125-5300; segunda a sexta, 8h-12h/13h-17h; www.povosdamazonia.am.gov.br)

Museu Teatro Amazonas

O Museu do Teatro Amazonas reúne, além do acervo histórico conservado desde a sua inauguração em 1896, peças que foram incorporadas à história do Teatro ao longo dos anos. O Museu foi criado em 1991 com o objetivo de promover, através da ação de inventário de bens móveis e integrados, a identificação, a proteção legal e conservação do precioso acervo que integra o monumento. No museu encontram-se vasos de porcelana chinesa, jarros ingleses, escarradeiras holandesas, plantas originais e programas do final do século XIX, que fazem parte de uma memória arquitetônica e cultural, bem ao estilo da Belle Époque. (Largo de São Sebastião, s/nº, Centro - 92 - 3622 1880 / 3232 7168; terça a sábado, 9h-17h; www.culturamazonas.am.gov.br)

Fonte: IBRAM/MinC

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