Tesouro brasileiro: museus em Curitiba

22/07/2013 - 15:51
Confira algumas das atrações da capital paranaense, que receberá quatro jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014

Grande parte da história do Brasil é preservada e está exposta para o público em todo o País. As cidades-sede da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014 – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Cuiabá (MT) – concentram em torno de 23% dos museus brasileiros (737 de 3.220). Se somados aos museus presentes no raio de 200km da capital, o número sobe para 32% (1.024 a mais). No Brasil, o órgão responsável por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, bem como pela melhoria dos serviços do setor, é o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Confira alguns da capital paranaense, Curitiba. A cidade receberá quatro jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014, todos válidos pela primeira fase do torneio.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná

O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC) fica em prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, construído em 1928. Tem como objetivos abrigar, documentar, estudar, conservar, expor e divulgar o seu acervo e promover a reflexão a respeito da arte contemporânea. O MAC fica na Praça Zacarias, região central de Curitiba, próximo a escolas, teatros, livrarias, espaços de artes- ou seja, em área de intensa movimentação cultural. Seu acervo de mais de 1,5 mil peças guarda obras de artistas mais representativos das artes no país, abrangendo pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, objetos, tapeçarias, colagens, instalações e vídeos de autores como Poty Lazzarotto, Roberto Burle Marx e Mariza Carpes. O evento mais tradicional do museu é o Salão Paranaense, evento que reúne e premia artistas brasileiros e do Mercosul. Sua proposta é apontar novos caminhos para as artes visuais. (Rua Desembargador Wesphalen, 16, Centro - 41 - 3222-5172; terça a sexta, 10h-19h; sábado, domingo e feriados, 10h-16h; www.mac.pr.gov.br)

Portal da Copa/Maio de 2013#

Museu do Expedicionário

O Museu Expedicionário guarda a memória da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Sua criação remonta a década de 1940, quando ex-combatentes se reuniram para construir sede própria. Integram o acervo material histórico como fotografias, filmes, mapas, livros e imagens que documentam a participação da Força Expedicionária Brasileira, da Força Aérea Brasileira e da Marinha de Guerra do Brasil e armas e munições usadas pelas tropas brasileiras. Na área externa estão um carro de guerra M3 Stuart, um avião P-47 Thunderbolt, um Torpedo MK-15 MOD 3, um Obus alemão capturado pelos brasileiros. Das diversas exposições do museu, a Propaganda na Segunda Guerra Mundial mostra cartazes e selos dos países em guerra e seus apelos ideológicos; A Guerra que não acabou apresenta a luta dos ex-combatentes para verem seus direitos reconhecidos; e Oficiais da FEB exibe medalhas, condecorações, insígnias, fotos e diários com anotações que homenageiam oficiais brasileiros. (Rua Ubaldino do Amaral, s/n - Praça do Expedicionário, Alto da XV - 41 - 3264-3931 / 3362-8261; terça a sexta, 10h-12h e 13h-17h; sábado e domingo, 13h-17h)

Museu Paranaense

O Museu Paranaense está no Palácio São Francisco, construção eclética do engenheiro Eduardo Fernando Chaves concluída em 1929, para ser residência da família Garmatter. Já abrigou a sede do governo do estado, quando passou a ser chamado pelo atual nome. Isso em 1938. Só em 2002 passou a ser a sétima sede do museu. A história da instituição inicia-se 1876, quando Agostinho Ermelino de Leão e José Candido Murici tiveram o projeto inaugurado. O primeiro museu do Paraná e o terceiro do Brasil transformou-se em órgão do governo em 1882. Atualmente desenvolve estudos nas áreas de Arqueologia, Antropologia e História. Têm no acervo 400 mil itens, nos quais encontram-se mobiliário, máquinas, objetos pessoais, mapas, fotos, discos, moedas, além de peças de valores arqueológicos e antropológicos. (Rua Keller’s, 289, São Francisco - 41 - 3304-3300; terça a sexta, 9h-18h; sábado e domingo, 10h-16h)

Memorial de Curitiba

O Memorial de Curitiba, inaugurado em 1996 para comemorar os 300 anos da cidade, compreende três salas de exposição: o Teatro Londrina, a Praça do Iguaçu e o Terraço Marumbi. Pensados para promover a memória, a arte e a cultura curitibanas, nesses espaços ocorrem espetáculos, palestras, oficinas, congressos e lançamento de livros, que aludem à história de Curitiba. O lugar, que guarda obras como a Tocadora de Guitarra, de Victor Becheret, tem linhas arrojadas em cobertura e laterais de vidro transparente que inspiram equilíbrio mesmo junto às construções centenárias do Largo da Ordem e do setor histórico. O projeto arquitetônico de Fernando Popp e Valéria Bechara homenageia o pinheiro, árvore que dá nome à cidade: Kur yt yba quer dizer "pinheiral" em tupi-guarani. Suas salas têm recebido exposições como Passione Itália, que, numa parceria com o Consulado Geral da Itália, comemora, por meio da fotografia, importantes fatos da história do país e, portanto, de parte dos cidadãos curitibanos. (Rua Claudino dos Santos, 79, Lago da Ordem São Francisco, Setor Histórico - 41 - 3321-3313; terça a sexta, 9h-12h e 13h-18h; sábado e domingo, 9h-15h; fundacaoculturaldecuritiba.com.br)

Museu Ferroviário

O Museu Ferroviário foi criado pela extinta Rede Ferroviária Federal em Curitiba, sendo seu prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná. A missão do museu é preservar a memória ferroviária através das ambientações - como a bilheteria e a sala de telégrafos - e das mais de 600 peças do acervo. Curiosos livros de contabilidade; relógios; livros que narram a história da ferrovia; telefones; e objetos do interior das locomotivas como bagageiros, fechaduras, luminárias e máquinas de escrever relembram a estação de trem que ligou Paranaguá e Curitiba de 1890 a 1985. Faz parte do Shopping da Estação, local que também abriga o Museu das Farmácias e o Teatro de Marionetes. O museu foi inaugurado em 1982, fechou e reabriu em 2004 sob a Administração da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, sendo sua manutenção realizada em conjunto com o Shopping Estação, que fica nas imediações da Avenida 7 de Setembro. (Av. Sete de Setembro, 2.775, Rebouças - 41 - 3094-5346; terça a sábado, 10h-18h; domingo, 11h-19h)

Museu do Automóvel

A história do museu temático especializado em veículos automotores e similares iniciou em 1968, quando um grupo de entusiastas por automóveis antigos fundou o Clube de Automóveis e Antiguidades Mecânicas do Paraná – CAAMP. O Museu do Automóvel, após oito anos de atividades, foi fundado em 1976, com o objetivo de reunir os admiradores dessas máquinas antigas e incentivar a sua preservação. Expõe ao público o acervo de mais de 150 modelos antigos de automóveis pertencentes aos sócios do CAAMP, constantemente alternados nas 80 vagas do Museu, classificados em quatro categorias: antique, vintage, milestones e classic, além de motos, bicicletas, caleças, antiguidades e uma biblioteca especializada em veículos. (Rua Cândido Hartmann 2300 Santo Inácio, Parque Barigui - 41 - 3335-1440; terça a sexta, 14h-17h; sábado e domingo, 10h-17h30; www.museuautomovel.com.br)

Foto: Embratur#

Museu Oscar Niemeyer

O Museu Oscar Niemeyer constitui instituição de projeção nacional e internacional, pela importância do seu acervo nas áreas de artes visuais, arquitetura, urbanismo e design. Em atividade há 10 anos, tem projeto arquitetônico do ilustre que dá nome ao museu. O acervo de cerca de 3 mil peças conta com obras de Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. Considerado um dos museus mais bonitos do mundo, é também um dos pontos de maior visitação em Curitiba. Oscar Niemeyer projetou o prédio principal em 1967, que foi inaugurado somente em 1978. Tem estilo moderno, estruturado em linhas retas. A Torre, conhecida como Olho, é recente e também leva a assinatura de Niemeyer. No Pátio das Esculturas estão as obras tridimensionais de Amélia Toledo, Ângelo Venosa, Bruno Giorgi, Emanoel Araújo, Sérvulo Esmeraldo, Tomie Ohtake e do próprio Oscar Niemeyer. (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico - 41 - 3350-4400; terça a domingo, 10h-18h; www.museuoscarniemeyer.org.br)

Fonte: IBRAM/MinC

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