Segurança durante a Copa: trabalho integrado de um efetivo de 177 mil pessoas

14/07/2014 - 22:51
Mais de R$ 1 bilhão foram investidos em equipamentos nas cidades-sede

Trabalho integrado entre as diferentes esferas de governo, tecnologia e tomada rápida de decisões. Foi dessa forma que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, definiu o trabalho na área de segurança pública durante a Copa do Mundo. O efetivo contou com o trabalho 116,5 mil profissionais. O número sobe para 177 mil se somado com os setores de defesa e de inteligência. As informações foram divulgadas pelo governo federal durante o balanço do Mundial, nesta segunda-feira (14.07).

A integração nacional passou a ocorrer com a criação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge). Foram criados 15 Centros Integrados de Comando e Controle (CICCs): 12 regionais, um em cada cidade-sede do Mundial; dois nacionais, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro, e um Centro de Cooperação Policial Internacional. As estruturas operaram durante 24 horas por dia no período do Mundial.

O investimento em equipamentos foi de R$ 1,113 bilhão. De acordo com Cardozo, R$ 900 milhões desse total foram destinados para os estádios; o restante, para as forças de segurança. A autoridade afirma que o governo federal economizou 43% na aquisição dos CICCs. “Foi uma redução pela licitação que fizemos. Usamos esse dinheiro para comprar mais equipamentos”, explica o ministro.

Além disso, os estados receberam 27 Centros de Comando e Controle Móveis (caminhões equipados que ficarão nas proximidades dos estádios), 12 imageadores aéreos (equipamentos instalados em helicópteros, capazes de captar e transmitir imagens em tempo real para os centros de controle), robôs para detonação de explosivos e 36 plataformas de observação elevadas (com 12 câmeras de alta resolução capazes de captar, tratar e transmitir imagens).

Quatro eixos fundamentais orientaram as ações de segurança pública por parte do governo federal: planejamento, gestão integrada, inteligência e investimento. A primeira etapa começou em agosto de 2011, três anos e 10 meses antes do início da Copa. “Tínhamos absoluta confiança de que poderíamos fornecer ao mundo um plano que nos desse condições de mostrar que nós podemos ter um bom padrão de segurança pública”, afirma o ministro.

Para Cardozo, o desafio é dar continuidade ao padrão estabelecido, que teria rompido com uma cultura de “isolacionismo” dos órgãos de segurança pública. O trabalho integrado também foi destaque na opinião do ministro da Defesa, Celso Amorim. “Conseguimos fazer com que as Forças Armadas operassem de forma conjunta entre si e com outros órgãos para um interesse comum”, afirma.

Confira os números das áreas de segurança, defesa e inteligência

Efetivo de Segurança Pública (Bombeiros, Guarda Municipal/Detran, Polícia Civil, Polícia Militar, PF e PRF): 116.579
Efetivo das Forças Armadas: 59.523
Efetivo de inteligência: 900
Operações de escolta integradas entre segurança pública e defesa (atletas para antidoping, árbitros, chefes de estado, delegação desportiva, etc): 2.510
Veículos fiscalizados pela PRF em operações voltadas à Copa: 1.007.109

Autoridades protegidas (chefes de estado ou de governo, primeiras damas, Secretário Geral da ONU): 50
Stewards (segurança dos estádios da Copa) fiscalizados e autorizados: 41.471
Indivíduos submetidos a controle de imigração: 846.699
Estrangeiros impedidos de entrar no país: 266
Cambistas detidos: 271
Pesquisas de antecedentes para credenciados no evento: 450 mil
Avaliações de risco (cidades, hotéis, estádios, centros de treinamento, criticidade dos jogos, delegações etc): 916

» Governo Federal apresenta balanço de ações para a Copa do Mundo

Renato Freire, do Portal da Copa em Brasília

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