Tesouro Brasileiro: museus de Belo Horizonte

03/07/2013 - 16:09
Confira atrações que o turista, nacional e estrangeiro, pode encontrar na capital de Minas Gerais

Grande parte da história do Brasil é preservada e está exposta para o público em todo o País. As cidades-sede da Copa do Mundo 2014 – Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN) e Cuiabá (MT) – concentram em torno de 23% dos museus brasileiros (737 de 3.220). Se somados aos museus presentes no raio de 200km da capital, o número sobe para 32% (1.024).

No Brasil, o órgão responsável por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, bem como pela melhoria dos serviços do setor, é o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Confira alguns dos museus da capital mineira, Belo Horizonte:

Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes

O Palácio das Artes foi inaugurado em 1971 e, em 2002, passa a ser denominado Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes. O projeto original da Fundação foi de Oscar Niemeyer, tendo sido adaptado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto. O Palácio das Artes é um complexo cultural que fomenta e difunde a arte e a cultura e proporciona uma multiplicidade de experiências para o público visitante. Localizado na região central de Belo Horizonte, e ladeado pela biodiversidade do Parque Municipal, é um espaço que reúne, num mesmo local, diversos equipamentos culturais: o Grande Teatro, o Teatro João Ceschiatti, a Sala Juvenal Dias, o Cine Humberto Mauro e as galerias de arte. (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro -  31 3236-7400; segunda a sábado, 9h30-21h; domingo, 14h-21h; www.fcs.mg.gov.br)

Museu Histórico Abílio Barreto

O Museu Histórico Abílio Barreto foi criado pelo prefeito Juscelino Kubitschek, em 1941, como Museu Histórico de Belo Horizonte (MHBH), a partir da Seção de História do Arquivo da Prefeitura, criada em 1935 e entregue à coordenação do jornalista Abílio Velho Barreto. Em 1941, a Seção de História do Arquivo da Prefeitura foi declarada núcleo do museu da cidade. Ficou resolvido que a instituição seria instalada na casa-sede da Fazenda Velha do Leitão, construção remanescente da povoação que ocupava o sítio, onde, em 1894, Belo Horizonte começou a ser construída. O Casarão passou por obras de restauração e o museu foi aberto ao público em 1943. (Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim - 31 - 3277-8573; quarta e quinta, 10h-21h; terça, sexta, sábado e domingo e feriado, 10h-17h; www.bhfazcultura.pbh.gov.br)

Instituto Museu Giramundo

A partir do Projeto Memória Viva do Palácio das Artes, em 1993, onde foram exibidos pela primeira vez os bonecos do Grupo de Teatro Giramundo, o público sugeriu que esta mostra se tornasse permanente. Assim, o grupo percebeu que a melhor maneira de preservar e conservar a memória e o acervo seria por meio do museu. O acervo é constituído de toda a pesquisa e produção do Teatro de Bonecos em suas variadas formas, desde a fundação do Grupo Giramundo em 1970. Conta com obras originais criadas pelo artista Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso Apocalypse e Maria do Carmo Vivacqua Martins. O acervo está em constante expansão, pois o grupo é ativo e atuante. (Rua Varginha, 235, Floresta – 31 - 3421-3453 / 3446-0686; visitação apenas mediante agendamento; www.giramundo.org)

Belotur/Divulgação#

Museu de Arte da Pampulha

Projetado inicialmente para ser um cassino no início da década de 40, o prédio foi transformado em museu em 1957. Trata-se do primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. O projeto foi influenciado pelos princípios funcionalistas de Le Corbusier, especialmente a composição da fachada. Seu interior, entretanto, interpreta de forma criativa os elementos essenciais do barroco mineiro. Trata-se de uma bem sucedida combinação entre o rigor da forma e a sensualidade dos revestimentos. Os jardins foram criados por Roberto Burle Marx, cuja característica principal é a composição de desenhos, formas e cores com o uso de plantas da flora brasileira. Esculturas de August Zamoyski, Alfredo Ceschiatti e José Pedro, especialmente criadas para o espaço, se intercalam nos jardins. Hoje, o Museu de Arte da Pampulha possui dois espaços para exposições temporárias, uma sala multiuso, um auditório, a Biblioteca e o Centro de Documentação e Referência para consulta e um café com uma pequena loja. (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Jardim Atlântico - 31 - 3277-7946; terça a domingo, 9h-19h; www.bhfazcultura.pbh.gov.br)

Museu do Ouro

Em 23 de abril de 1945, é criado o Museu do Ouro, antigo prédio da Casa de Intendência e Fundição do Ouro de Sabará. O museu visa registrar, preservar, divulgar e expor a história do período que compreende a descoberta e o desenvolvimento da atividade de mineração do ouro na Capitania de Minas Gerais, na época do Brasil Colônia, bem como o surgimento da cidade de Sabará e o desenvolvimento dos aspectos socioeconômicos e das manifestações artístico-culturais da sua população. (Rua da Intendência, s/n, Centro, Sabará – 31 - 3671-1848; terça a sexta, 10h-17h; sábado e domingo, 12h-17h; museudoouro.wordpress.com)

Museu da Inconfidência

O Museu da Inconfidência foi criado em 20 de dezembro de 1938, após ter sido doado à União. Ao longo de sua existência, a instituição tem sido pioneira na realização de ações nas áreas de educação patrimonial e inclusão social, promoção cultural e difusão pela arte. Em meados de 2005, o projeto de reformulação do museu foi iniciado. O Museu tem por missão documentar, pesquisar e difundir a memória da Inconfidência Mineira. (Praça Tiradentes, 139, Centro, Ouro Preto – 31 - 3551-1121 / 3551-5233; Terça a domingo, 12h-17h30; www.museudainconfidencia.gov.br)

Museu Regional de São João del-Rei

O edifício que abriga atualmente o Museu Regional de São João del-Rei teve a sua construção concluída em 1859. Por volta de 1956, iniciou-se a aquisição de peças para a instalação do Museu, que foi aberto ao público em 1963. O Museu visa servir a sociedade municipal, atuando no processo de seu desenvolvimento sociocultural e da transformação de sua identidade. Para tal, utilizar-se-á de sua vocação para a documentação, a investigação, a comunicação e a exposição de objetos testemunhos do patrimônio cultural regional. (Rua Marechal Deodoro, 12, São João Del Rei – 32 - 3371-7663; terça a domingo, 10h30-17h30; museuregionaldesaojoaodelrei.blogspot.com)

Museu de Ciências Naturais da PUC/MG

Criado em 1983, o Museu de Ciências Naturais PUC Minas desenvolve atividades científicas, educativas e culturais. O Museu é um espaço interdisciplinar da universidade que complementa sua extensão de serviços à comunidade. No acervo do Museu encontra-se uma das principais coleções de mamíferos fósseis da América do Sul, além de coleções da fauna brasileira atual de mamíferos, aves, répteis e anfíbios, com especial destaque para as espécies do cerrado. A equipe do Museu desenvolve pesquisas nas áreas de paleontologia, zoologia e conservação da natureza. (Avenida Dom José Gaspar, 290, Coração Eucarístico - 31 - 3319-4152; terça, quarta e sexta-feira, 8h30-17h; quinta, 8h30-21h; sábado e feriados, 9h-17h)

Centro Cultural Praça da Liberdade

Com objetivo era transformar os prédios em espaços culturais que agregassem valor a praça e oferecessem opções de entretenimento e lazer aos mineiros, brasileiros e estrangeiros, surge o projeto Circuito Cultural Praça da Liberdade. Em março de 2010, os primeiros espaços culturais são abertos à visitação: O Espaço TIM UFMG do Conhecimento e o Museu das Minas e do Metal-EBX. Interatividade, cultura, arte, diversão, história, lazer e muito conhecimento. A diversidade é a marca registrada do Circuito Cultural Praça da Liberdade, que irá reunir mais de 15 espaços culturais, entre museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês. (Praça da Liberdade, 317, Funcionários -  31 - 3194-8725 / 8312-8164)

Museu das Telecomunicações – Oi Futuro

O Museu das Telecomunicações foi criado para contar a aventura da comunicação humana, com olhar voltado para o passado, o presente e o futuro. Inspirado no hipertexto, como num formato digital, o Museu inova e dá ao visitante a possibilidade de construir seu próprio roteiro, seu próprio tempo. No Museu das Telecomunicações, o visitante é simultaneamente ator e espectador em um espaço interativo que está em constante renovação. Visitá-lo é uma viagem surpreendente e divertida pela história da comunicação no Brasil e no mundo. (Av. Afonso Pena, 4.001, Térreo, Mangabeiras – 31 - 3229-3131; terça a domingo, 11h-17h; www.oifuturo.org.br/cultura/museu-das-telecomunicacoes/)

Museu Inimá de Paula

Inaugurado em 2008, o Museu Inimá de Paula reúne um acervo permanente dedicado ao pintor mineiro Inimá de Paula, traçando um panorama completo de sua vida e obra. São expostas cerca de 80 obras do artista em constante rodízio, acompanhadas da remontagem de seu Atelier, Sala de Autorretratos e Galeria Virtual. Um local onde suas obras, documentos, fotografias, livros, objetos pessoais e instrumentos de trabalho são guardados e exibidos, garantindo assim sua história e integridade. (Rua da Bahia, 1201, Centro - 31 - 3213-4320; terça, quarta, sexta e sábado, 10h-19h; quinta, 12h-21h; domingo, 12h-19h; www.museuinimadepaula.org.br)

Museu dos Brinquedos

O Museu dos Brinquedos foi inaugurado em 2006, em uma casa tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com a missão de pesquisar, preservar e difundir o patrimônio lúdico da infância no Brasil. Promove um programa permanente de ação cultural e educação patrimonial, e a difusão do seu acervo de brinquedos e de brincadeiras para outras instituições envolvidas com o desenvolvimento educativo e cultural da criança. A história dos brinquedos e das brincadeiras é contada de maneira interativa, lúdica e divertida. Cerca de mil exemplares de diferentes épocas, países e culturas mostram como os brinquedos eram inventados pelo homem e como refletiam sua interação com o mundo e sua compreensão da vida. (Av. Afonso Pena, 2564, Funcionários -  31 - 3261-3992; segunda a sexta, 9h-17h; sábado e feriado, 10h-17h)

Instituto Inhotim

O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho - MG, a 60 km de Belo Horizonte. Criado em 2004 para abrigar a coleção de um empresário da área de mineração e siderurgia, o local foi aberto ao público em 2006. Um lugar singular com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo, com obras de artistas brasileiros e estrangeiros, como Cildo Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan, Valeska Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander, e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. (Rua B, 20, Brumadinho – 31 - 3571-9700; terça a sexta, 9h30-16h30; sábado, domingo e feriado, 9h30-17h30; www.inhotim.org.br)
 

Foto: Embratur/Divulgação#

Museu de Artes e Ofícios

O processo de implantação do Museu de Artes e Ofícios foi iniciado em 2001. Depois de um ano e meio de obras de restauração dos prédios (Estação Central e Estação Oeste de Minas) foram iniciadas as ações de estruturação e montagem da exposição de longa duração. O museu visa preservar e difundir o acervo das artes e dos ofícios do período pré-industrial brasileiro e fazer emergir sua dimensão imaterial, provocando a reflexão sobre o saber e o fazer das relações do mundo do trabalho. (Praça Rui Barbosa, 600 - Praça da Estação, Centro – 31 - 3248-8600; terça e sexta, 12h-19h; quarta e quinta, 12h-21h; sábado, domingo e feriados, 11h-17h; www.mao.org.br)

Fonte: IBRAM/MinC

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