Carnaval de Salvador e Recife serviu para simulações de atendimento em saúde

15/02/2013 - 18:28
Treinamento reuniu integrantes da Força Nacional do SUS e testou a agilidade dos atendimentos feitos pelos profissionais como preparação para os megaeventos esportivos

Erasmo Salomão/ Ascom MS#Ministro da Saúde acompanha simulação, em SalvadorDuas das cidades com maiores carnavais do Brasil, Salvador e Recife, serviram de palco para uma simulação de atendimento de urgência em eventos de massa. A iniciativa, que contou com a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde), teve objetivo de testar a capacidade de planejamento, execução, resposta e avaliação das ações de saúde em situação de risco ou desastres. O exercício de simulação foi também um teste de salvamento para eventos como a Copa das Confederações, que acontece entre 15 e 30 de junho deste ano, e a Copa do Mundo de 2014.

Durante a simulação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa como uma ação de prevenção. “As simulações antecipam situações e permitem o aprendizado, a organização e o aprimoramento. Não é preciso que tragédias aconteçam para que possamos aprender e nos prevenir”, explicou.

O ministro lembrou ainda os esforços para integração das equipes de resgate e atendimento. “O treinamento também é fundamental para integrar os serviços do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), dos bombeiros, da polícia, do resgate aéreo e dos hospitais para que todos profissionais estejam preparados para atendimento em qualquer situação, especialmente nas próximas competições, como as Copas das Confederações e a do Mundo”, afirmou.

Testes
Em Salvador, no bairro de Ondina, o cenário parecia real, mas era um teste. Cerca de 60 profissionais de saúde participaram do treinamento de atendimento às vítimas atropeladas por um trio elétrico desgovernado. As vítimas, em sua maioria estudantes de medicina e foliões voluntários, foram maquiadas e preparadas para a cena.

Erasmo Salomão/ Ascom MS#Profissionais do SAMU 192, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estiveram envolvidos no treinamento. Enquanto a PM cuidava da segurança das equipes e do isolamento da área, a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador cuidava do acesso e das rotas de fuga.

Já os profissionais do SAMU e bombeiros eram responsáveis pelo atendimento, pela triagem e a classificação de risco das vítimas, e ainda pelo encaminhamento a um dos 12 Postos Médicos Avançados montados especificamente para o carnaval baiano. Conforme a gravidade do caso, o paciente era imediatamente levado ao hospital mais próximo.

O saldo foi positivo. No total, oito vítimas foram resgatadas e o tempo-resposta de atendimento de todo o processo foi de 18 a 30 minutos. Além disso, a atuação contou com apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar. A vítima mais grave, que teve um "membro amputado", foi removida de helicóptero ao hospital. O tempo total desde o início do atendimento até o hospital foi de 40 minutos.

Erasmo Salomão/ Ascom MS#Na cidade de Recife, a operação foi realizada no bairro de São José, paralelamente ao bloco carnavalesco Galo da Madrugada. A iniciativa simulou um incidente com a queda de uma arquibancada, ferindo dez pessoas.

Foram envolvidos aproximadamente 40 profissionais do SAMU 192, além de ambulância de suporte básico e outra de suporte avançado, e de quatro motolâncias. A ação também teve apoio de um helicóptero da PM para resgate médico de extrema urgência.

Preparação
As simulações de emergência são uma iniciativa da Câmara Temática da Saúde para a Copa 2014. Inicialmente, serão realizadas simulações nas cidades-sede da Copa das Confederações e, posteriormente, nas demais cidades-sede da Copa do Mundo. Cada uma tem proposta de realizar um simulado para testar o plano de resposta.

Durante essas simulações são avaliadas ações preventivas, assistenciais e de vigilância sanitária, como barreiras, hospitais e postos de atendimento, de aprimoramento da comunicação de risco, e de vigilância epidemiológica em caso de surto, dando resposta rápida para investigação imediata e providências urgentes.

Fonte: Ministério da Saúde

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