Número de torcedores que precisaram de cuidados médicos durante a Copa foi de apenas 0,2%

14/07/2014 - 20:43
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que 97,3% dos casos ocorridos nas arenas foram resolvidos no próprio local

Durante a Copa do Mundo no Brasil, apenas 0,2% dos 3,4 milhões de torcedores necessitaram de algum tipo de atendimento de saúde. No total, o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde Nacional (CIOCS), do Ministério da Saúde, registrou 17.042 atendimentos dentro e fora dos estádios da competição, como no entorno das arenas, fan fests, public views e outros locais de grande concentração de turistas.

Levando em conta o histórico registrado em outras edições de Copas do Mundo, o número foi menor do que o esperado. A expectativa era de que, nos locais dos jogos, de 1% a 2% dos torcedores necessitassem de algum cuidado médico.

O balanço positivo na área de saúde serve como mais uma demonstração de que o Brasil está preparado para organizar grandes eventos, na opinião do ministro da Saúde, Arthur Chioro. “O grande legado que temos é a capacidade cada vez mais qualificada de uma ação integrada entre ANS (Agência Nacional de Saúde), operadoras de planos de saúde,  Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), secretarias municipais e estaduais de saúde, sob a coordenação do Ministério da Saúde, para atuar em eventos de massa com qualidade e segurança”, disse.

» Governo Federal apresenta balanço de ações para a Copa do Mundo

Agecom Salvador#Campanha “Proteja o Gol” promoveu ações de prevenção ao HIV e Aids nas 12 cidades-sede, além dos municípios que abrigaram os centros de treinamento

Chioro lembrou que o país tem realizado grandes eventos regularmente, sempre com operação tranquila na área de saúde.  “Carnaval e Copa das Confederações já apontavam que conseguiríamos fazer essa tarefa”, afirmou. “Havia temores de epidemia de dengue, de casos de ebola, sarampo. Não registramos nenhum evento de saúde pública digno de registro. Inclusive houve redução de 65% dos óbitos causados por dengue em relação ao mesmo período do ano passado”, analisou.

Do total de atendimentos, 7.055 ocorreram nas arenas, com apenas 192 remoções para unidades de saúde, ou seja, 97,3% dos casos foram resolvidos no próprio local. A maioria dos casos atendidos foi relacionada a ocorrências clínicas como dor de cabeça, mal estar súbito, hipertensão, lesões, torções e quedas de baixa gravidade. Dos 192 pacientes que estavam nas arenas e tiveram de ser removidos para unidades de saúde de referência, 99,4% receberam alta hospitalar após serem atendidos e medicados.

Prevenção

Entre as ações de monitoramento, foram realizadas 8.292 fiscalizações sanitárias em serviços de alimentação, de saúde e em outros locais como instalações sanitárias e abastecimento de água. Outra ação realizada durante o mundial foi a campanha “Proteja o Gol”, que promoveu ações de prevenção ao HIV e aids nas 12 cidades-sede, além dos municípios que abrigaram os centros de treinamento.

“O Centro Integrado só encerrará atividades em 23 de julho, quando todos os turistas, delegações e atletas tiverem deixado em segurança nosso país. O Brasil sai muito mais qualificado para trabalhar com eventos de massa”, completou Chioro.

Portal da Copa

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