Novo Maracanã: uso de energia solar e economia de água e luz

27/04/2013 - 00:25
Reaproveitamento de materiais e preocupações com a sustentabilidade estão entre as características ecologicamente corretas do estádio, que segue a certificação LEED

Os conceitos de sustentabilidade estão integrados à reforma do Maracanã desde o início dos trabalhos. O projeto do novo estádio segue a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético, em atendimento aos padrões internacionais.

A economia no estádio começou pelo canteiro de obras. Setenta e cinco por cento do material de demolição foi reutilizado no próprio Maracanã e em outras obras públicas. Antigos assentos foram aproveitados em outros estádios. O concreto demolido foi usado na preparação da base para receber os guindastes, e os vergalhões foram encaminhados à reciclagem.

Toda a madeira empregada na modernização é certificada com o selo FSC (Forest Stewardship Council) e o cimento e o aço utilizados têm conteúdo reciclado. A reforma contou ainda com materiais de baixo índice de Composto Orgânico Volátil, o que ajuda a reduzir as emissões de gás carbônico. A lama proveniente da perfuração das estacas da fundação foi destinada a uma cerâmica e se transformou em 2,1 milhões de tijolos e 560 mil telhas.

Foto: Danilo Borges/Portal da Copa#

Economia de luz e água

O estádio economizará em torno de 8% de energia com um novo sistema elétrico, que prevê a automação e o controle de elevadores, escadas rolantes, ventilação e iluminação dos ambientes. Foram implantadas 23.500 luminárias eficientes, com lâmpadas de LED, que são mais econômicas, de baixa manutenção e elevada vida útil.  Bombas mecânicas e equipamentos de ar-condicionado eficientes (tipo VRF) também serão utilizados. Todo esse sistema diminui o custo de operação do espaço e evita o desperdício de energia, através do desligamento automático de luzes.

Foto: Erica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro#A modernização da parte hidráulica vai permitir mais de 25% de redução do consumo de água e mais de 45% no consumo para irrigação. A nova cobertura vai servir para captar água da chuva para reuso não potável nos banheiros. Cerca de 50% da chuva que cair sobre o estádio será drenada por meio de 60 calhas de concreto, por um sistema de sucção a vácuo. A água será, então, levada até dois reservatórios subterrâneos onde há filtros para tratamento da água, que posteriormente será direcionada aos banheiros.

O “teto” do Maracanã também terá painéis fotovoltaicos que transformarão a energia solar em elétrica.  O uso de energia solar no aquecimento da água dos vestiários também está na lista de procedimentos sustentáveis.

"É um prédio inteligente. Você capta água da superfície. São 50 mil m² para captação, que permite o uso nos banheiros, por exemplo. Temos captação de energia solar na parte do anel de compressão da cobertura. Ainda é pouco, mas futuramente podemos até captar na membrana. Ainda não há tecnologia para isso, mas está sendo desenvolvida”, afirmou Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop).

Confira a cobertura completa do Portal da Copa:

» A bola volta a rolar no Maracanã

Carol Delmazo e Gabriel Fialho – Portal da Copa

Notícias Relacionadas

Estádio de Natal é o nono dos utilizados durante a Copa a obter o selo
+
Secretário executivo do Ministério do Esporte afirma que o aprendizado adquirido com o Mundial dará melhores condições para o Brasil enfrentar os desafios da preparação do maior evento esportivo do planeta
+
Os legados esportivos, econômicos, de infraestrutura, de imagem e promoção do Brasil, dentre outros, serão abordados nos dois dias de palestras
+