Novo Beira-Rio: obras e operação baseadas em conceitos de sustentabilidade

20/02/2014 - 00:41
Monitoramento da qualidade do ar, economia de energia, cobertura auto-limpante, irrigação inteligente do gramado e reutilização da água da chuva agora fazem parte do dia a dia do estádio que receberá cinco jogos na Copa do Mundo

De olho na certificação ambiental LEED, concedida pelo Green Building Council para construções verdes, o Beira-Rio apostou na sustentabilidade desde a primeira fase da obra. Várias ações foram tomadas para que o estádio de Porto Alegre para a Copa se destaque também pela consciência ambiental.

Um plano de prevenção de poluição do solo e do ar foi implementado, com o objetivo de reduzir a poluição proveniente das atividades de construção, controlando a erosão do solo, o assoreamento dos cursos d’água e a geração de poeira na vizinhança.

Também foi implementado um planejamento para gerenciar a qualidade do ar interno durante as etapas de construção da obra e pré-ocupação do empreendimento, para evitar a contaminação das instalações de ar condicionado, melhorar as condições de trabalho e prevenir riscos à saúde de operários e torcedores.

Do total de resíduos gerados durante a obra, 75% foram destinados para reciclagem ou reaproveitamento. Durante as obras, optou-se pela utilização de materiais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis.

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Beira-Rio - Porto Alegre - Fotos do estádio

Beira-Rio - Porto Alegre - Fotos do estádio

Sanitários

Nos banheiros, foram instalados mictórios a seco e sanitários com controladores de vazão de água e fechamento automático. Tanto torneiras quanto duchas serão do tipo hidromecânica, reguladas em razão da pressão no ponto acionado na válvula.

Cobertura

O material usado na cobertura reduz as ilhas de calor para minimizar o impacto no microclima e no ambiente urbano. A membrana é composta por tecido de fibra de vidro e teflon. "Autolimpante", a membrana também reduz a absorção do calor. As 65 folhas estruturais têm uma parte translúcida que permite a entrada de luz natural. O material tem durabilidade superior a 30 anos, podendo suportar temperaturas de 200 graus negativos a 260 graus. Há também um efeito estético secundário de demarcação da estrutura das folhas e realce da concepção arquitetônica.

A água da chuva que cair na cobertura é coletada por um sistema de captação e reutilizada nos sanitários, auxiliando, desta forma, na diminuição do consumo de água do estádio.  A irrigação do gramado é toda automatizada, o que evita gastos excessivos de água.

“A cobertura tem uma estrutura metálica gigantesca e ela mesma sustenta seu peso. Ela está muito pouco apoiada no estádio. Estamos numa região de muito vento, de muita chuva, então ela foi toda estudada para que comporte esse movimento – há, inclusive, amortecedores para isso”, explica a gerente de tecnologia do Sport Club Internacional, Carla Ritter.

Foto: Paulino Menezes/Portal da Copa/ME#

Energia elétrica

Ao todo, são 16 transformadores distribuídos em oito subestações. Os novos equipamentos têm uma potência total de 7,8 MVA - isto é, são capazes de fornecer energia para uma cidade de cerca de 40 mil habitantes. Os transformadores são a seco, compactos e encapsulados em IP21, o que dá uma grande segurança para operação e manutenção. O estádio possui mecanismos de controle de energia elétrica.

Mateus Baeta - Portal da Copa

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