Nos acréscimos, Suíça vence o Equador por 2 x 1 no Estádio Nacional de Brasília

15/06/2014 - 14:55
Enner Valencia abriu o placar para os equatorianos. Jogadores suícos que vieram do banco - Mehmedi e Seferovic - foram os responsáveis pelos gols da equipe europeia

Fotos: Getty Images#

A Suíça escreveu seu nome no Estádio Nacional de Brasília. No primeiro jogo da capital federal na Copa de 2014, com 68.351 pessoas presentes, os suícos venceram o Equador por 2 x 1. O gol da vitória saiu nos acréscimos.

Quem vibrou primeiro no Mané Garrincha foram os torcedores do Equador. Aos 21 minutos da etapa inicial, Ayoví bateu falta pela esquerda, cruzou para a área e Enner Valencia abriu o placar, de cabeça. A Suíça empatou em lance parecido: Mehmedi – que havia acabado de entrar – cabeceou após cobrança de escanteio para empatar a partida aos 2 minutos do segundo tempo. Já no finalzinho do jogo, aos 48 minutos, a Suíça robou a bola, Behrami inverteu com Rodriguez pela esquerda, e ele achou Seferovic na área. O atacante - que também entrou no segundo tempo - bateu sem chances para o goleiro equatoriano, decretando a vitória suíça.

O outro jogo da primeira rodada do grupo E ocorre logo mais, às 16h, entre França e Honduras, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O Equador volta a campo no dia 20 de junho, na Arena da Baixada, em Curitiba, contra Honduras. A Suíça enfrentará a França também em 20 de junho, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

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Primeiro tempo

A Suíca começou com: Benaglio; Lichtsteiner, Djorou, Von Bergen, Rodriguez; Behrami  e Inler, Xhaka, Shaqiri, Stocker; Drmic. A escalação inicial do Equadro era: Domínguez; Paredes, Erazo, Guagua, Ayovi; Gruezo, Noboa, Montero e Antonio Valencia; Enner Valencia e Caicedo.

As primeiras boas chances do primeiro tempo foram da Suíça com dois chutes de longa distância. Aos 13 minutos, Xhaka tentou de fora da área e a bola passou longe da meta equatoriana.  Logo depois, Shaqiri avançou pelo centro, livrou-se da marcação em bela jogada e chutou para o gol, mas o goleiro Domínguez defendeu.

A resposta do  Equador veio com Montero, que partiu em velocidade e tocou para Antonio Valencia já dentro da área. O jogador do Manchester United arriscou, a bola bateu na zaga e o goleiro afastou. Mas foi logo depois, aos 21 minutos, que a equipe tricolor fez o prmeiro gol da partida. Ayoví bateu falta pela esquerda e cruzou para a área. Enner Valencia subiu sem marcação, diante de uma vaga parada, e cabeceou para abrir o placar.

Na tentativa de empatar ainda no primeiro tempo, aos 33 minutos, Shaqiri cobrou escanteio achando Behrami, que cabeceou bem, mas Domínguez fez a defesa em dois tempos. A equipe europeia insistiu no ataque e, em nova oportunidade, a bola explodiu na defesa equatoriana. Jogadores suícos chegaram a relcamar de toque de mão, mas o juiz mandou seguir. 

Outra boa chance, desta vez de fora da área,  veio com belo chute de Inler, que passou bem perto do gol equatoriano.  Após outra cobrança de escandeio, Xhaka cruzou com perigo, mas o goleiro equatoriano saiu bem novamente e segurou a bola.

Aos 43 minutos,  Caicedo se enroscou com o zagueiro suíço na pequena área e caiu, colocando a mão na bola. O árbitro marcou falta de ataque e não demorou a encerrar o primeiro tempo. Mesmo com 60% de posse de bola, a Suíça foi para o intervalo em desvantagem.

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Segundo tempo

Suícos voltaram a campo com Mehmedi no lugar de Stocker. Logo no início, um forte chute de fora da área foi desviado pela zaga equatoriana. Rodriguez bateu escanteio e Mehmedi, em seu primeiro lance na partida, cabeceou para empatar o jogo, aos 2 minutos.

Getty Images#O meia suíço Shaqiri foi eleito o melhor da partidaA Suíça cresceu na partida, pressionou a saída de bola equatoriana, mas foram os latinoamericanos que quase passaram à frente aos 14 minutos, com chute de de longe de Enner Valencia, que bateu na rede pelo lado de fora. Outro lance de perigo veio aos 20: Montero – que é veloz e se destacou no jogo -  gingou de um lado para outro pela esquerda e bateu de canhota. O goleiro suíço defendeu com as pernas, evitando o segundo gol do Equador.

A Suíça também se aproximou do segundo gol em lance aos 24 minutos. Rodriguez tocou para Mehmedi, que fez o corta-luz e deixou para Drmic, que recebeu sozinho e tocou para o gol, mas o auxiliar marcou impedimento. Caicedo, pelo Equador, deu lugar a Arroyo.

Aos 27, a Suíça voltou a chegar ao ataque em velocidade e Shaqiri, pela esquerda, chutou firme, e a bola tocou a rede, mas pelo lado externo. Na sequencia, o Equador retribuiu. Em disputa de bola fora da área, Enner Valencia ganhou do goleiro Benaglio e deu um susto na Suíça, mas a zaga voltou a tempo para tirar a bola.

Aos 30 minutos, pela Suíça, Seferovic entrou em campo substituindo Drmic. Montero saiu em seguida, contrariado, para a entrada de Rojas, no Equador.

Faltando pouco mais de 10 minutos para o fim da partida, a Suíça teve falta marcada a seu favor na entrada da grande área. Shaqiri bateu e a bola explodiu na barreira. Do outro lado, falta marcada para o Equador, aos 40 minutos, também perto da meia-lua. Arroyo cobrou, a bola bateu na barreira e Benaglio conseguiu defender.

Já nos acréscimos, após uma série de ataques e contra-ataques lá e cá, aos 48 minutos, a Suíça robou a bola, Behrami inverteu com Rodriguez pela esquerda, e ele achou Seferovic na área. O atacante bateu sem chances para o goleiro equatoriano, decretando a vitória suíça.

Shaqiri se surpreende com o público

Apesar de não ter feito nenhum dos gols da Suíça, o meia Shaqiri recebeu o troféu de FIFA Man of the Match (o craque da partida). Ao tomar ser informado pelo Portal da Copa de que o público de 68.351 pessoas era o recorde da Copa até aqui e o maior da história do Estádio Mané Garrincha (até então, o recorde do estádio eram as 67.423 pessoas de Brasil x Japão, na abertura da Copa das Confederações), Shaqiri não escondeu a surpresa.

“68 mil pessoas estavam dentro do estádio hoje? Não imagina que seriam tantas pessoas. Mas agora que eu sei desse número estou muito feliz por ter jogado para 68 mil pessoas. Eu vi que tinha muita gente de amarelo, né? O Equador é a amarelo, o Brasil é amarelo, então vi que tinha muito dessa cor na torcida”, declarou, sorrindo.

Getty Images#Em seu terceiro Mundial, Behrami finalmente começou e terminou um jogo inteiro na competição

Behrami finalmente termina um jogo de Copa

Quem também estava muito contente, não só pela vitória, mas pelo fato de ter vivido uma experiência inédita em Copas do Mundo foi o meia Valon Behrami. Em 2006, na Alemanha, em sua primeira Copa, Behrami ficou de fora das duas primeiras partidas por conta de contusão e atuou somente por alguns minutos já no fim do jogo contra a Coreia do Sul. Quatro anos depois, em 2010, na África do Sul, sua participação foi igualmente curta. Uma contusão o impediu de jogar na vitória por 1 x 0 contra a Espanha na estreia da Suíça e, no jogo seguinte, após 30 minutos contra o Chile, Behrami foi expulso e o Mundial acabou ali para ele.

“Foi maravilhoso. Foi o primeiro sentimento positivo da minha carreira em Copas do Mundo e estou muito feliz. Nunca tinha acontecido isso na minha vida e realmente estou maravilhado”, declarou o jogador. “Foi incrível esse sentimento dentro do estádio, com tanta gente e muitos torcedores da Suíça apoiando nosso time. No fim da partida fiquei pensando no que estava acontecendo na Suíça, com minha família assistindo ao jogo e muitas gentes nas ruas. Esse é o tipo de coisa que acontece somente em uma Copa do Mundo e estou muito feliz pelo dia de hoje.”

Agora, as duas seleções partem para rumos distintos. O Equador volta a campo no dia 20 de junho, na Arena da Baixada, em Curitiba, contra Honduras. Já a Suíça enfrentará a França também em 20 de junho, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Portal da Copa

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