Modelo de segurança no Seminário de Seleções segue o das sedes e do sorteio final da Copa

20/02/2014 - 14:00
Intercâmbio entre forças policiais de Santa Catarina e Paraná e teste de equipamentos do Mundial são destacados por Secretário Extraordinário de Segurança em Grandes Eventos e por Coronel da Polícia Militar

Fotos: Pedro Oliveira/ Portal da Copa#

Na área de segurança, o Seminário de Seleções em Florianópolis também serviu para um intercâmbio de experiências entre as forças de Santa Catarina e do Paraná. Equipamentos e profissionais paranaenses, estado que será sede de jogos da Copa do Mundo, estão trabalhando e alocados no evento da FIFA, que reúne delegações dos 32 países participantes do Mundial.

Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança em Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça, destacou a importância da experiência para as forças policiais e dos testes dos equipamentos da Copa. “Aqui no evento existe um centro de controle operacional, que integra as forças de segurança. Temos também uma grande parceria com os governos de Santa Catarina e do Paraná, com a seção de equipamentos que vão ser utilizados na Copa, como o Centro de Comando e Controle Móvel e a plataforma de observação elevada, uma haste com 15 metros, com uma câmera. Todas as imagens são transmitidas para o centro operacional e para o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília. Este é um aparato que está sendo útil e testado neste evento e também serve como treinamento do pessoal, pois os dois estados estão trabalhando juntos”.

#Coronel Amorim (esq.) e secretário da Sesge, Andrei Rodrigues, mostram centro de operação

Na opinião do coronel João Schorne de Amorim, chefe do Estado Maior da Polícia Militar de Santa Catarina, este intercâmbio é importante para o aprendizado dos policiais, que estão conhecendo novas tecnologias. “Nosso efetivo está conhecendo esses equipamentos e aprendendo”.

A estrutura montada no Costão do Santinho segue o mesmo modelo do que foi feito no sorteio final da Copa, na Costa do Sauipe (BA), e do que é disponibilizado nas sedes do Mundial.

“Quando a FIFA formalizou o evento, tratamos de implementar a mesma estrutura que há nas cidades sede. Estive aqui no fim do ano passado e formamos uma comissão, que é um fórum para o planejamento operacional e que reúne representantes de todos os órgãos de segurança. A partir daí, trouxemos para cá o nosso modelo de plano integrado de operação, adequando-o às particularidades locais”, explicou Rodrigues.

Cuidados

Dentre os cuidados e preocupações esteve a manutenção de um ambiente seguro no local do evento, sem afetar a rotina de Florianópolis. “Esse evento foi feito a várias mãos. No nosso caso, além da Polícia Militar, que foi mais uma partícipe desse esforço, mas são 13 agências, a preocupação foi de garantir a vida normal da cidade, considerando que no norte da ilha teria um evento especial, que altera a vida no sentido que há fluxo maior de pessoas e veículos. Uma outra preocupação é o respeito pelo direito de manifestação. Entendemos que este é um direito legítimo, com seus limites legais. Então, a preocupação também era de proteger as pessoas que acorressem para cá para se expressar”, disse o coronel Amorim.

“Essa é uma preocupação constante, a de prevenir a violência em manifestações, até como forma de garantir o direito de quem quer se manifestar democraticamente. É uma preocupação nas sedes da Copa e nos estados em que operamos”, complementou Rodrigues.

Em relação ao seminário, a ideia também foi de controlar o acesso ao local somente às pessoas habilitadas, além de garantir o fluxo dos participantes do seminário desde a chegada ao aeroporto até o resort no Costão do Santinho. Quando algum representante das seleções chegava ao terminal, a Receita Federal e a imigração eram acionadas, para facilitar o desembarque. Profissionais de segurança fizeram as escoltas, enquanto no trajeto ao hotel, batedores e guardas municipais garantiram o trânsito livre.

Balanço

O efetivo policial empregado no Seminário de Seleções foi de 500 profissionais, além de militares, como os da Força Nacional. Na avaliação da Sesge e da Polícia Militar de Santa Catarina, o balanço foi positivo, sem nenhuma ocorrência registrada até o momento. O Ministério da Defesa fez o controle do espaço aéreo, com emprego de helicópteros e com prevenção de ameaças, junto com as áreas de inteligência.

“Na avaliação das Sesge o balanço foi positivo. Não houve nenhum incidente e sequer ameaça ao evento. Isso se dá, também, pela preparação e estrutura que foi montada e mostra que estamos trabalhando com planejamento e profissionalismo. A operação não afetou o dia a dia da cidade nem mesmo dos hóspedes do hotel”, avaliou Rodrigues.

A operação foi dividida em três fases: a preparação, que inclui a mobilização do efetivo e da logística para o evento, a execução do planejamento que vai até o meio dia desta sexta-feira (21.02) e, por fim, o processo de desmobilização da estrutura.

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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