"Messi é de Júpiter", diz técnico da Nigéria

25/06/2014 - 18:06
Craque argentino marcou dois dos três gols de sua seleção na vitória sobre os africanos no Beira-Rio

O nigeriano Ahmed Musa bem que ensaiou uma tarde de Messi. Fez os dois gols de sua seleção no confronto desta tarde, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, contra a Argentina, e recebeu elogios do técnico Stephen Keshi. Mas o autêntico Messi estava do outro lado e, com seus dois gols, ajudou o grupo de Alejandro Sabella a vencer a partida.

Escolhido melhor jogador em campo, Messi foi o último a participar da coletiva de imprensa. Enquanto isso, nigerianos e o próprio técnico Sabella trataram de endeusá-lo. “Ele é um tremendo jogador. É abençoado. Mas há outros muito bons jogadores na Argentina. Messi, porém, é de Júpiter”, brincou Keshi.

Seja de onde for, Messi está focado no objetivo da conquista do Mundial. Agradeceu pelos elogios, mas valorizou o papel do conjunto. “Estou muito contente por termos chegado até aqui com três vitórias. Mas é preciso manter a atenção. A partir da próxima fase, quem errar volta para casa”.

» Messi faz dois gols e Argentina vence Nigéria, que também avança

A possibilidade de conquistar o título mundial é, para ele, uma espécie de redenção nacional. “Nada seria mais bonito do que ser campeão do mundo pela seleção e dar isso a nosso país, que não vence a competição há tanto tempo”. Em 1986, segundo e último título argentino, Messi, que completou 27 anos nesta terça-feira (24.06), sequer era nascido.

Antes do craque aparecer com o troféu de melhor jogador em campo nas mãos, quem falou com a imprensa foi Sabella. Sem querer aprofundar a análise sobre os pontos falhos de sua equipe, ele valorizou a maior movimentação dos jogadores e o surgimento de diversas oportunidades de gol. Admitiu, entretanto, que pretende ajustar o sistema defensivo, que sofreu três gols em três jogos. “Nossas fraquezas analisamos em casa, mas evidentemente temos de consolidar o que está bom e melhorar onde falhamos. Somamos todos os nove pontos possíveis nessa fase, mas uma coisa é o resultado e outra são os jogos. Entretanto, estamos pegando ritmo à medida que a competição avança”, afirmou Sabella.

Pelo lado da Nigéria, Keshi disse que a derrota deveu-se a um respeito excessivo da equipe ao adversário na primeira etapa. “Fizemos um mau começo, tentando segurar mais o jogo, o que não corresponde às nossas características. No segundo tempo, tivemos mais controle da partida e posse de bola. Mostramos mais mobilidade. Somos uma equipe que gosta de atacar, como a Argentina e a França. Pecamos no início do jogo, mas melhoramos muito”, disse Stepeh Keshi.

O técnico terá um problema inesperado para o confronto das oitavas de final. O meia Babatunde saiu aos 16 minutos do segundo tempo com suspeita de fratura na mão e pode não jogar mais a Copa.

Mesmo antes de confirmada, a classificação da França como primeiro lugar do Grupo E era certa para Keshi - e as duas seleções se enfrentarão nas oitavas, se tudo ocorrer como Keshi imaginou. Por isso, avisou que iria analisar a partida entre os franceses e os equatorianos, que ocorreria na sequência, no Rio. “A França tem um excelente conjunto. Sabemos muito sobre eles, mas temos de nos preparar ainda mais para esse confronto”.

Getty Images#Nos três jogos da Argentina na Copa, Lionel Messi foi eleito o melhor em campo

Claudio Medaglia, do Portal da Copa em Porto Alegre

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