Integrantes do Brasil Voluntário marcam presença nas seis sedes

02/07/2013 - 16:14
Em aeroportos, exibições públicas, entradas de estádios e áreas de grande fluxo, eles auxiliaram brasileiros e estrangeiros a terem uma experiência mais completa e informada da Copa das Confederações

Fotos: Arquivo Pessoal/Divulgação#

Por quinze dias, a Copa das Confederações da FIFA revelou que o Brasil possui um time eficiente e competente bem maior que os 23 integrantes da Seleção Brasileira. Os voluntários que atuaram nas seis sedes do torneio ocuparam aeroportos, festas de exibição pública, áreas de fluxo e arredores do estádio com simpatia e vontade de ajudar o Brasil a fazer bonito também fora de campo.

A história começou em 15 de junho, em Brasília. Logo na partida de abertura do torneio, em que o Brasil derrotou o Japão por 3 x 0, um grupo de 2.800 voluntários integrou a festa de abertura no Estádio Nacional Mané Garrincha. Ajudando na organização do fluxo de torcedores, os voluntários que atuaram fora do estádio foram essenciais para o sucesso do evento. “Quero passar uma boa impressão do meu país. As pessoas não vão se lembrar de mim depois do atendimento, elas vão se lembrar de que vieram a Brasília e foram recebidas por pessoas educadas e solícitas. É isso o que quero: que tenham boas lembranças e queiram voltar”, disse Ágatha Silva, que auxiliava os torcedores na entrada do estádio.

Voluntários na Copa das Confederações - Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador

Trabalho dos voluntários na Copa das Confederações

Nosso jeito

Em 16 de junho, os voluntários de Recife já estavam preparados para que tudo desse certo na cidade durante o duelo entre Espanha e Uruguai, pelo Grupo “B”. Nos eventos de exibição pública, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, e no Recife Antigo, eles conseguiram mostrar a diversidade do povo pernambucano. “Queria ficar em um local em que tivesse contato com pessoas de fora para mostrar como é Recife, do nosso jeito”, revelou, animado, o voluntário Ramon Felipe de Araújo.

Fortaleza, agraciada com outra vitória da seleção brasileira, dessa vez contra o México por 2 a 0, também contou com os voluntários, que orientavam torcedores em volta do estádio para que encontrassem seus setores. “Os torcedores queriam andar o menos possível e minha orientação foi baseada no ingresso adquirido”, explicou o voluntário Valterlan Batista.

Hospitalidade

Enquanto isso, os voluntários de Salvador já estavam preparados. A hospitalidade do baiano era evidente logo no aeroporto. Os visitantes elogiaram o calor humano e a boa vontade em ajudar. O exemplo de apoio que a torcida baiana deu durante o confronto entre Itália e Brasil, elogiado em todo o Brasil, também foi sentido fora das quatro linhas. “Salvador já é uma cidade turística e nossa atuação é importante para mostrar, ainda mais, a nossa capital”, afirmou o voluntário André Nascimento.

Alegria também foi a palavra em Belo Horizonte, que recebeu com carinho a seleção no seu jogo mais duro durante a Copa das Confederações, contra o Uruguai, na semifinal do torneio. Apaixonados por futebol, os voluntários de Minas Gerais aproveitaram para ajudar a cidade a se organizar para a partida. Um dos mais animados foi Dalton Batista. Com um megafone na mão, caiu nas graças dos torcedores que passavam por ele. “A gente tem que se divertir também. O pessoal vem alegre para o estádio, então temos que entrar no clima e aproveitar para brincar um pouco”, contou.

Atuação do Brasil Voluntário - Rio, Recife e Salvador

Atuação do Brasil Voluntário - Rio, Recife e Salvador

Com o Brasil já classificado para a final, a bola foi passada para os voluntários do Rio de Janeiro encerrarem a Copa das Confederações. Eles ajudaram a conduzir a torcida das estações do metrô ao estádio. Um dos mais animados foi o voluntário Vitor Carlos, que atuou em frente à entrada “D” do Maracanã. Com uma voz que chamava atenção de todos, ele apontava a direção correta para os acessos. “A gente quer fazer bonito sempre. Mostrar que o carioca e o brasileiro fazem bonito aqui, no voluntariado. Copa é muito mais do que aquilo que se passa dentro de campo”.

Agora os voluntários aguardam a chegada da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Quem atuou em Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, já tem muita história e experiência para compartilhar com o pessoal de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Manaus, Cuiabá e Natal.

Maria Carolina Lopes - Brasil Voluntário

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