Integrantes do Brasil Voluntário falam dos momentos marcantes da atuação

20/06/2014 - 11:24
Equipe do Brasil Voluntário relata troca cultural e trabalho em equipe durante a Copa do Mundo da FIFA 2014

Os voluntários fazem papel importantíssimo nas 12 sedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, orientando e ajudando visitantes e torcedores do Brasil e do exterior. A troca cultural, a experiência adquirida, o trabalho em equipe e muita diversão marcam a atuação dos participantes do Brasil Voluntário.

Randson Azevedo da Silva, 24, atua nas proximidades da Arena da Amazônia, em Manaus. Em seu primeiro dia de atuação, o voluntário enfrentou fora de campo um clássico nas diferenças culturais: ele ajudou italianos e ingleses. “Os italianos têm o sangue latino, são como a gente. Eles fizeram bagunça e abraçavam a gente. Foi divertido. Já os ingleses eram mais fechados e não eram muito receptivos”, conta. Na avaliação de Randson, a Copa está sendo boa para ele, para os visitantes e para a cidade. “Eu nunca tinha visto tanto estrangeiro na nossa cidade e eles estão curtindo muito. Acho que teremos um aumento no turismo por aqui”, relata.

No entorno do Mineirão, em Belo Horizonte, não é diferente. Joice Barbosa, 40, também atuou nas proximidades da arena e recepcionou gregos e colombianos. “Para nós está sendo até fácil demais atuar. O Mineirão está muito tranquilo”, diz. Animada, a voluntária conta que perdeu o número de fotos que já tirou com torcedores. “Estou conhecendo muita gente. Perdi as contas já, porque eles agradecem a gente, são espontâneos e ficam pedindo pra tirar foto com os voluntários”.

No Rio de Janeiro, o balanço também é positivo. “Esta é uma experiência que eu já tinha vivido na Copa das Confederações, mas com um diferencial, que foi ajudar o pessoal do metrô. Lá eu aprendi algumas coisas e fiquei muito contente com o entusiasmo tanto nosso quanto do pessoal do metrô. Foi um trabalho em equipe”, conta Marília Vicente Simões, 28, que atuou no domingo, 15, na estação Maracanã e no entorno do estádio.

Em seu primeiro dia de atuação, Marília ajudou argentinos, croatas e alemães. “Os argentinos me surpreenderam e não foram nada do que dizem por aí. Eles foram muito educados. No fim, estava tudo misturado. Era brasileiro vestido com a camisa da Argentina e argentino vestido com a camisa do Brasil. Era uma mistura só”, relata.  Para ela, o que mais marcou no domingo foi o trabalho integrado entre os voluntários. “O trabalho foi totalmente integrado. Quando o torcedor não entendia, a gente levava pelo braço até o portão de entrada, enquanto outro ficava para ajudar outras pessoas”, explica.

No planalto central, Felipe Leandro Castro, 23, segue atuando no aeroporto de Brasília. Em seu primeiro dia ele recebeu australianos, suíços, equatorianos e o grupo CPM 22, que veio para apresentação na FIFA Fan Fest. “Tinha muito turista que vinha pedir ajuda e saía com um sorriso no rosto. Até o pessoal do CPM 22 veio e tirou foto com algumas colegas. Eu não tirei porque não conheço muito bem a banda”, diz.

Para o voluntário, quem mais marcou presença ao chegar no saguão de desembarque foram os australianos. “Fiquei surpreso. Eles são extrovertidos, animados e se parecem com nós, brasileiros”, conta. Sobre a atuação, Felipe diz que a principal recompensa é o sorriso do visitante. “Esse apoio do turista é necessário. O sorriso, o obrigado, a gratidão, não tem nada melhor.  Quando eles dão um sorriso é como se fosse um abraço”, conclui.

Fonte: Brasil Voluntário

Notícias Relacionadas

Acesso ao agendamento continua normalmente; voluntários poderão consultar notícias no Portal da Copa
+
A capital pernambucana conta com 500 voluntários distribuídos em pontos de mobilidade e área externa da Arena Pernambuco
+
Equipe do Brasil Voluntário valorizam contato com visitantes e elegem holandeses como o povo mais alegre
+
Durante a vitória do Brasil sobre o Chile, participantes do Brasil Voluntário falam sobre a experiência em auxiliar os visitantes
+