Goleada deixa brasileiros e alemães perplexos na Embaixada da Alemanha

08/07/2014 - 20:32
Festa em Brasília reuniu 550 pessoas, que pareceram não acreditar no que viram, principalmente no primeiro tempo

Eram 17h28 de terça-feira (08.07) quando uma estranha sensação tomou conta da Embaixada da Alemanha, em Brasília. Naquele momento, as 550 pessoas que acompanhavam a partida entre Brasil e Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo 2014 em mais um grande evento promovido pela Embaixada neste Mundial foram tomadas por uma estranha sensação de perplexidade.

Em campo, os alemães abriram 1 x 0 no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, com um gol de Mueller aos 11 minutos e ampliaram aos 22 minutos, quando Klose marcou o segundo gol da partida e seu 16º em Copas do Mundo, deixando Ronaldo para trás e se tornando o maior artilheiro da história dos Mundiais.

Naquele momento, a situação era complicada para o Brasil. Mas o que se viu nos minutos seguintes foi algo surreal. Em apenas seis minutos após o histórico gol de Klose, a Alemanha marcou seu terceiro, quarto e quinto gols no jogo, deixando todas as 550 pessoas boquiabertas, como se estivessem testemunhando algo sobrenatural.

Luiz Roberto Magalhães/Portal da Copa#Alemães comemoram e brasileiros mostram perplexidade na Embaixada da Alemanha após um dos gols no primeiro tempo

Após o quinto gol, o alemão Florian Remann indagou: “O que está acontecendo aqui?”. Sem querer, ele resumiu o sentimento de todos os convidados na Embaixada da Alemanha. Fossem alemães ou brasileiros, ninguém ali entendia como aquela partida tinha se transformado em uma goleada tão implacável em tão pouco tempo.  

O primeiro tempo terminou em 5 x 0 em um clima estranho. O ministro alemão Claudius Fischbach, que assumiu a responsabilidade na Embaixada da Alemanha – uma vez que o embaixador, Wilfried Grolig, estava em Belo Horizonte para acompanhar a partida no Mineirão –, assim como todos os presentes, não entendia muito bem o que havia acontecido. “É uma surpresa muito grande”, confessou. E deu uma versão interessante para o que havia se passado no primeiro tempo.

“Para nós, o Brasil não é um rival que tememos, pois essa é apenas a segunda vez que enfrentamos o Brasil em Copas do Mundo (a primeira foi na final do Mundial de 2002, quando a Seleção Brasileira venceu por 2 x 0). Contra a Itália é diferente, pois sempre perdemos dos italianos. Acho que o time da Alemanha entrou bem tranquilo, mas, ainda assim, um 5 x 0 no primeiro tempo é uma grande surpresa. O Brasil é bem mais forte do que se mostrou nessa primeira etapa, mas, ao mesmo tempo, mostrou que tem falhas no setor defensivo”, analisou.

Veio o segundo tempo e o clima de estranheza prosseguiu. O Brasil voltou mais aguerrido, buscando de alguma forma diminuir a goleada, mas o que se viu foram mais dois gols da Alemanha, que aumentaram não só o placar, mas o sentimento de incredulidade na Embaixada. No minuto final, Oscar ainda marcaria o gol de honra, mas, ali, todos já estavam anestesiados.

Ao fim, o que era para ter sido um festival de emoções do nível do confronto entre Brasil e Chile, com brasileiros e alemães sofrendo juntos até o último minuto, terminou com aquele mesmo sentimento de perplexidade que tomou conta da Embaixada da Alemanha após os terceiro, quarto e quinto gols da seleção alemã.

Assim, restou ao ministro Claudius Fischbach uma última análise, que, a exemplo da primeira, mostrou-se bastante coerente: “Acho que os dois times jogaram melhor no segundo tempo, mas hoje nada realmente funcionou para o Brasil. Existem dias que são assim, no futebol e na vida. Nesses dias, tudo o que se pode fazer é esquecer logo o que passou e pensar na próxima partida. Futebol é apenas um esporte. Mas pelas circunstâncias, pelo fato de a Copa do Mundo ser no Brasil, reconheço que hoje é um dia muito ruim para os brasileiros.”

Luiz Roberto Magalhães, do Portal da Copa em Brasília

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