FIFA afirma que não há “plano B” para a Copa do Mundo

24/06/2013 - 18:06
CEO do Comitê Organizador Local diz que já se organiza para estabelecer um roteiro de preparação na reta final para as 12 sedes

A FIFA reafirmou nesta segunda-feira (24.06), em briefing de mídia no Rio de Janeiro, que a Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil e que nenhum país procurou a entidade para se oferecer para sediar o torneio. 

“Apenas gostaria de deixar claro e repetir que a final da Copa das Confederações será no Maracanã e que a Copa do Mundo será nas 12 sedes do Brasil. Temos seis estádios entregues e outros seis serão entregues em dezembro. Não há plano B e nunca recebi oferta oficial de nenhum outro país do mundo para 2014”, disse o secretário geral da entidade, Jérôme Valcke.

O CEO do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, disse que o planejamento operacional para o Mundial já começará na sequência da Copa das Confederações, que se encerra em 30 de junho. “A gente não está esperando a semana que vem, já fizemos um programa de observadores do governo federal e dos organizadores, com as seis sedes da Copa das Confederações, que hoje estão aqui vendo as áreas funcionais e a estrutura do Maracanã. A partir do dia 1º de julho faremos reuniões com as nossas áreas funcionais para tirar lições da Copa das Confederações e chamaremos as 12 sedes para planejar 2014”.

Trade destacou ainda que a FIFA incentiva os operadores das arenas a continuarem utilizando os locais no período entre a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, para que eles ganharem experiência na realização de eventos. “Estimulamos para que os estádios tenham jogos normalmente e estamos usando em cada um, as pessoas que são os operadores das arenas. Isso é um legado para o próximo ano, pois teremos uma equipe mais afinada e é importante que haja jogos, que os técnicos treinem a operação, parecida com o que fizemos”.

Receitas e depesas

O secretário geral da FIFA comentou sobre a perspectiva de receita de US$ 4 bilhões, previsto entre 2011 e 2014, principalmente com a venda de direitos comerciais, e as despesas de US$ 1,5 bilhão geradas com a organização da Copa do Mundo. “As pessoas têm uma ideia equivocada de que ocupamos o país sede, enchemos o bolso de dinheiro e vamos embora. A FIFA tem gastos com a Copa, somente em diárias serão quase meio bilhão de dólares, investimos no desenvolvimento do futebol pelo mundo e em projetos sociais. Não ficamos andando de Mercedes por aí”, disse.

A entidade apresentou números para mostrar que o evento gera benefícios no país. Foram seis mil empregos no programa de alimentos, 450 empregos na área de merchandising, foram contratadas 15 empresas brasileiras de alimentação e outras 700 para acomodações. Um exemplo dado por Valcke foi o da empresa que produz os bonés do mascote da Copa, o Fuleco. “A Bonelesca fabrica os artigos no Paraná e já vendeu 16 mil bonés desde o início da Copa das Confederações, ao preço de R$ 45 a unidade. Para a FIFA fica 8% de royalties pela licença do produto e a empresa, que tem 90 funcionários, não está dando conta da demanda e está contratando mais”, afirmou. 

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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