Felipão aponta avanços, mas enxerga necessidade de ajustes defensivos

19/06/2013 - 19:29
Segundo o técnico, equipe demonstra mais entrosamento, mas balanço entre volantes, laterais e defensores pode ser mais ajustado.

O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, não escondia o ar de satisfação na coletiva de imprensa após a vitória sobre o México, por 2 x 0. Satisfação de quem sabe que o time está encaminhado para a semifinal da Copa das Confederações, com seis pontos em dois jogos, cinco gols marcados e nenhum sofrido. Satisfação, diz ele, de orgulho pela manifestação popular durante o hino nacional no Castelão, com a torcida cantando a capela as últimas estrofes. O episódio, de acordo com o treinador, emocionou até o experiente árbitro inglês Howard Webb e foi fator psicológico importante no início da partida. Satisfação, também, por uma sequência de três vitórias sem levar gols, contra México, Japão e França. Ainda assim, segundo o técnico, é na defesa que a equipe precisa se ajustar taticamente para confrontos mais duros que se avizinham. Tanto porque houve instantes em que o México dominou a Seleção, na segunda metade do primeiro tempo, quanto porque há ajustes entre volantes e laterais que precisam ser aprimorados. "Se tivermos essa qualidade tática, tecnicamente somos muito bons. Os europeus trabalham muito isso. Se nos igualarmos, não devemos nada a equipe alguma", disse. Confira trechos das respostas de Felipão:

Inconstância
Nós tivemos problemas quando o David Luiz saiu machucado por alguns minutos no primeiro tempo. Naquele período, o México cresceu e tomou conta do meio de campo, mesmo com a volta do David. Assim, fomos bem até os 25 e não nos encontramos depois. O segundo tempo foi equilibrado, com uma ou outra situação criada pelo México. No geral, não fomos tão bem como quanto contra o Japão, mas dá para pensar em seguir em frente até o final.

Torcida em casa
Quando fui cumprimentar o árbitro Howard Webb no vestiário, ele me disse que nunca tinha visto na vida nada igual: a música parar e o estádio inteiro continuar com voz ainda mais elevada. Partindo de um inglês, temos só de valorizar o feito e dizer obrigado ao povo de Fortaleza. E acho que receber esse carinho assustou um pouco, sim, a equipe do México. É assim que tem de ser.

Neymar
O Neymar é habilidosíssimo. Na disputa um contra um ele sempre tem a possibilidade de se desvencilhar. Quando saía do lado esquerdo para dentro, foi muito bem. E fez aquilo porque a gente precisava  desmontar o esquema de duas linhas de quatro muito próximas do México. O Neymar é um jogador que todos no Brasil sabemos que pode ser um dos três melhores do mundo com 21 anos. Está acrescentando, vem acrescentando. E é mérito de quem trabalhou com ele anteriormente. Ele tem uma parte tática evoluída.

Avanços táticos
Eu sempre digo a eles: se tivermos qualidade tática, tecnicamente somos muito bons. Os europeus trabalham isso demais. Se nos igualarmos nisso a eles, não devemos nada a seleção alguma. O que estamos tentando é organizar uma situação, quando perdemos a bola defensiva, um pouco mais compacta. Mas o México teve hoje duas ou três chances de gol vivas. Assim, precisamos corrigir um pouco o auxílio aos laterais. É o que vamos olhar agora e conversar antes do jogo com a Itália. Para isso, os volantes tem de sair um pouquinho mais em defesa dos laterais, principalmente quando são três. Foi isso que cobrei do Hernanes, para ele ficar mais pela meia esquerda, para auxiliar o Marcelo. Isso porque eu não tenho de solicitar ao Neymar que venha 50 vezes para a defesa. Por isso tenho de trabalhar na semana com esses três para ter uma equipe organizada defensivamente.

Jogo pegado
Em princípio, quando é um clássico entre nós da América do Sul, Central, sempre tem um probleminha a resolver. Sempre tem um quezinho. Com o México era o fato de que não vínhamos ganhando há alguns jogos. Na Olimpíada ficou o mau resultado engasgando um ou outro. Assim, houve lances mais disputados, viris, mas não desleais.


Ele tem entrado bem. Tem feito o pivô, participado das jogadas aéreas com qualidade. E, quando surge a oportunidade, faz o gol. Tem possibilidade de jogar sempre, mas em princípio vou manter a mesma equipe.

Influência das manifestações
Cada um emite seu parecer com responsabilidade na Seleção. Temos de pensar em trabalhar o futebol e fazer com que esse jogo possa ser a alegria desses que vêm ao campo. Fora disso, cada um tem um pensamento. Mas em campo não tem nenhuma influência, positiva ou negativa.

Gustavo Cunha - Portal da Copa

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