Felipão analisa adversários do Brasil e evita projetar oitavas de final

06/12/2013 - 21:50
Técnicos de Camarões, México e Croácia exaltam Seleção Brasileira, mas pensam em desempenhar bom papel na Copa

Danilo Borges/ Portal da Copa#

Danilo Borges/ Portal da Copa#

O sorteio final da Copa do Mundo de 2014 colocou no caminho do Brasil as seleções de Croácia, México e Camarões. O técnico Luiz Felipe Scolari preferiu ressaltar a qualidade dos adversários e disse que não estava preocupado em escolher as equipes da chave. Para Felipão, os croatas têm um futebol parecido com o brasileiro, os mexicanos fazem sempre jogos duros e os camaroneses já surpreenderam em outros Mundiais.

“Primeiro temos a Croácia, que é uma seleção que era parte da Iugoslávia, e joga um futebol parecido com o do Brasil, com muita qualidade técnica. Depois temos o clássico, que vem sendo um clássico de dificuldade maior para nós, que é o México. E Camarões, no final, que temos que ter cuidado com uma série de detalhes, porque eles já aprontaram em outras Copas para cima de grandes seleções e se classificaram. Então a gente tem que ter cuidado com tudo”, analisou.

Felipão disse que a partir de agora será o momento de analisar melhor os adversários. “Vamos aumentar o conhecimento e o foco nestas três equipes”. O treinador também elegeu o Grupo D como o mais difícil da Copa. “Eu acho que o grupo mais difícil é o do Uruguai, da Itália, da Inglaterra e da Costa Rica. Essa que eu acho a pior chave, porque não adianta preocupar com um deles e perder para os outros”.

No jogo de abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo, o Brasil jogará diante da Croácia. A segunda partida terá como palco o Castelão, em Fortaleza, diante do México, no dia 17 de junho. O último jogo da primeira fase será em Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha, contra Camarões, em 23 de junho.

Caso se classifique para as oitavas de final, a Seleção Brasileira enfrentará uma equipe do Grupo B, que tem Espanha, Holanda, Chile e Austrália. Felipão prefere pensar somente na fase de grupos e não quis antecipar um possível confronto contra a atual campeã, ou a atual vice campeã do mundo, no mata-mata. “Não se esqueçam de que a primeira fase é importante. Para chegar à segunda fase, temos que passar pela primeira. Os jogadores vão estar preparados para passar pela primeira fase, para depois ver o que vai acontecer”, concluiu.

 

Croácia

O técnico Niko Kovac comemorou o fato de o país fazer a abertura da Copa e classificou o Grupo A como difícil, pois conta com o Brasil, segundo ele o favorito ao título em 2014. “Eu penso que estamos em um grupo difícil, o favorito número um está na nossa chave, o Brasil, e é a nossa primeira partida. Vamos ver o que acontece. Somos um país pequeno e vamos jogar a partida de abertura, o que será um grande prazer para nós, além de jogar contra o Brasil. O mundo inteiro vai estar olhando para nós”.

Ele destacou, ainda, a qualidade de camaroneses e mexicanos, na ordem, os outros adversários da primeira fase, e exaltou os atletas croatas. “Claro que o Brasil é o favorito, mas acredito que México e Camarões são duas equipes duras. Posso dizer que estamos aqui e queremos aproveitar e buscar os resultados, pois temos bons jogadores, que atuam em bons times e ligas”.

México

O diretor técnico do México, Hector González, também jogou o favoritismo para a Seleção Brasileira, apesar dos recentes triunfos do país sobre o Brasil, e disse que os mexicanos vão lutar pela segunda vaga do Grupo A. “Teremos o privilégio de jogar contra o Brasil, que é o favorito. É claro que o apoio da torcida, como na Copa das Confederações, quando jogamos contra o Brasil, as pessoas cantando, inflama a equipe. Mas poder jogar contra a equipe pentacampeã é incrível. O Brasil é o favorito para se classificar em primeiro e nós vamos tentar a segunda vaga”, declarou.

Camarões

A seleção africana surpreendeu o mundo ao chegar às quartas de final da Copa do Mundo de 1990, mas esse passado não reflete a atualidade do futebol do país, segundo o técnico alemão Volker Finke, que dirige os camaroneses. Para ele, a classificação para o Mundial é uma oportunidade de reconstruir o futebol local. “As pessoas e o futebol lembram de Camarões dos anos 90, mas nos últimos três anos Camarões  foi caindo. Agora é um momento de recomeço. Essa classificação para a Copa foi importante, inclusive, para a reconstrução do futebol em Camarões”.

Apesar disso, o técnico confia na atual geração, principalmente após as apresentações contra a Tunísia, na fase final das Eliminatórias. “Temos muitos jogadores jovens que podem fazer a diferença. No nosso último jogo contra a Tunísia, apresentamos um bom futebol, com bons passes e técnica. Agora, necessitamos de interação, organização, vibração e de um bom entrosamento, como uma equipe. E isso, às vezes é um problema, não só em Camarões, mas em muitas equipes da África”, alertou.

O maior espírito de equipe é um dos pedidos do treinador à estrela de Camarões. “O Eto’o é o nosso melhor atacante, nos últimos dez anos, e provavelmente, um dos melhores do mundo. Não há dúvidas que é o nosso melhor jogador, mas deve ter um espírito maior de equipe”.

Histórico

A Seleção Brasileira está invicta em Copas do Mundo contra os adversários da primeira fase do próximo Mundial. Ao todo, foram cinco jogos e cinco vitórias diante de Camarões, Croácia e México, com 15 gols a favor e nenhum gol contra.

O Brasil enfrentou Camarões na Copa do Mundo de 1994, no segundo jogo da campanha do tetracampeonato. A Seleção venceu por 3 x 0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto. A Croácia também caiu na chave do Brasil em 2006, quando a equipe canarinho estreou ganhando por 1 x 0, com gol de Kaká. Já o México é um adversário mais tradicional em mundiais. Ao todo foram três confrontos na história, com três vitórias verde-amarelas, sendo a última em 1962, quando o Brasil levantou a Copa pela segunda vez. 

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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