Ex-jogador Juan Pablo Sorín torce para que Argentina não caia em mais um "grupo da morte"

06/12/2013 - 11:39
Ídolo do Cruzeiro, comentarista de TV e embaixador de Belo Horizonte para o Mundial de 2014, Sorín defendeu seleção rival nas Copas de 2002 e 2006, quando a equipe caiu em chaves difíceis

Argentino que adotou Belo Horizonte como o lugar para viver e onde se tornou ídolo da torcida de um clube brasileiro, o Cruzeiro, o ex-lateral esquerdo Juan Pablo Sorín tornou-se embaixador da capital mineira na Copa do Mundo. Uma trajetória rara para um jogador da seleção que é a maior rival do Brasil e pela qual disputou os Mundiais de 2002 e 2006. Hoje comentarista de futebol da ESPN, Sorín espera que a equipe de Messi & Cia seja mais feliz que ele no sorteio desta sexta-feira (06.12), às 14h (de Brasília), na Costa do Sauipe, na Bahia.

“Os últimos sorteios, que eu me lembro bem porque era jogador, foram duros. Em 2002 era um ‘grupo da morte’. Em 2006 era difícil, mas o fizemos mais fácil depois de ganhar as primeiras partidas. Tomara que a Argentina fique em um grupo mais acessível, mas o importante é que a Argentina chegue 100% e que o Messi esteja totalmente recuperado”, comentou.

No Mundial de 2002, os vizinhos caíram em uma chave com Nigéria, Suécia e Inglaterra e foram eliminados na primeira fase, após um empate, uma derrota e uma vitória. Na Copa seguinte, o grupo da “Albiceleste” contava com Holanda, Costa do Marfim e Sérvia. Os argentinos terminaram na liderança da chave após duas vitórias e um empate.

Base mineira

Na opinião de Sorín, que está presente no estande de Belo Horizonte, na Costa do Sauipe, a Argentina foi crescendo ao longo das Eliminatórias da América do Sul e deve chegar forte para a Copa do ano que vem. Para a alegria do ex-jogador, a capital mineira foi a escolhida pelos compatriotas para ser a base da equipe durante a competição. Os argentinos ficarão no Centro de Treinamento do Atlético Mineiro, CT Cidade do Galo.

“Essa é uma geração com jogadores que amadureceram fora da Argentina. Alguns passaram pela experiência de jogar o campeonato argentino, como nos casos de Higuaín, Agüero e Di María. É uma equipe que chega com muitas esperanças, tradição e com o melhor jogador na atualidade, que é o Messi. A Argentina vai estar numa cidade em que vai se sentir tranquila, que é Belo Horizonte. Vai estar bem hospedada e encontrar um bom refúgio para tentar realizar o sonho de todos os argentinos”, ressaltou.

A felicidade e a expectativa de Sorín estão altas, por ter a chance de viver uma Copa na cidade em que escolheu para morar e que vai abrigar a seleção argentina. “É impressionante viver um Mundial, ainda mais morando no Brasil e sendo argentino. E também por tudo o que estamos vivendo com o Messi, o que tem acontecido nos últimos anos, e a possibilidade de ter a Argentina e o melhor do mundo em uma cidade como Belo Horizonte. É um privilégio pelos qual os mineiros também se sentem felizes”. 

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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