Estádio Nacional: em busca do certificado máximo de sustentabilidade

18/05/2013 - 00:16
Arena pode ser a primeira no mundo a receber o selo Leed Platinum. O reaproveitamento de materiais, a instalação de uma usina solar e a certificação de itens como assentos e portas são alguns dos procedimentos adotados

As práticas sustentáveis adotadas na construção do Estádio Nacional de Brasília fizeram com que ele ganhasse o “apelido” de Ecoarena. O Mané Garrincha poderá ser o primeiro estádio no mundo a receber o selo Leed Platinum, o certificado máximo de sustentabilidade. A categoria é a mais alta que uma construção pode alcançar junto à organização Green Building Council (GBC).

De acordo com a engenheira responsável pela obra, Maruska Lima de Sousa Holanda, todo o material proveniente da demolição foi reaproveitado. As armaduras e os aços foram para cooperativas de reciclagem e o concreto foi moído para que, a partir dele, fossem feitas as bases dos pisos do estádio.

Para erguer o Estádio Nacional foram utilizados mais de 117 mil m³ de concreto, boa parte dele para fabricar as 1.604 peças pré-moldadas que formam a arquibancada da arena.

Outra ação com grande impacto foi a utilização de materiais novos a partir de produtos recicláveis, como é caso das portas do estádio, que são certificadas.

“A questão da certificação é uma recomendação muito forte da FIFA, com a exigência de que alguns componentes do estádio sejam certificados, como é o caso dos assentos e das portas.Essas certificações já foram alcançadas”, explicou Maruska.

Foto: Danilo Borges/Portal da Copa#

Contribuição da cobertura

Foto: Danilo Borges/Portal da Copa#A cobertura da arena dá importante contribuição à sustentabilidade do projeto. A membrana é autolimpante e utiliza o processo de fotocatálise para a remoção de sujeiras e da poeira que se acumula sobre a estrutura. Com as primeiras chuvas, o material é lavado sem a necessidade de qualquer produto, e a membrana volta à cor branca. A ajuda à camada de ozônio é considerável: corresponde à retirada de 1.000 veículos do trânsito por dia.

A estrutura também permite a economia de água e de energia. A chuva que cai sobre a cobertura é canalizada para cinco reservatórios, onde é filtrada e tratada para ser reutilizada no estádio nos vasos sanitários e na irrigação do campo.

A cobertura também permite economia de energia devido à ventilação natural e por diminuir a sensação de calor dentro do estádio, já que reflete os raios ultravioletas e retém 15% da luz amarela. Dessa forma, a necessidade de uso do ar condicionado, por exemplo, fica reduzida.

Será construída ainda uma usina solar no anel de compressão da cobertura, com capacidade de gerar até 2,2 megawatts de energia. A previsão é de que ela seja instalada no segundo semestre de 2013.

“A questão da redução de consumo de água e de energia tem um impacto muito grande na certificação. Para se ter uma ideia, para a certificação máxima, temos que atingir em torno de 80 pontos em 100, e com a colocação da usina solar nós já teremos 20 pontos”, explicou a engenheira Maruska.

Outra forma de economizar energia é o uso de lâmpadas de LED para iluminação de algumas áreas do estádio, já que elas têm maior durabilidade.

» Acompanhe a cobertura completa do Portal da Copa para a inauguração do Estádio Nacional de Brasília

Carol Delmazo – Portal da Copa

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