Equatoriano de 81 anos homenageia Garrincha no estádio batizado com o nome do craque

15/06/2014 - 17:03
Fã do lendário ponta-direita, Paco Suarez pendurou um banner do craque na entrada do estádio. Ele veio sozinho ao Brasil para acompanhar a Copa

O comportamento do senhor de 81 anos contrastava com a animação nos arredores do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Enquanto a maioria das 68.351 mil pessoas que chegavam à arena para assistir Suíça x Equador pulava, cantava e interagia com outros torcedores, Paco Suarez estava sozinho e quieto. Ele celebrava a Copa do Mundo à sua própria maneira: pendurou um banner em homenagem ao ponta-direita Garrincha em uma grade próxima à entrada do estádio.

A reverência a um dos maiores jogadores da história (“Mané Garrincha – Te recordamos”, estampa um dos dizeres) tem dois motivos: o carinho de Paco pelo Brasil e a admiração pelo futebol irreverente do craque que batiza a arena de Brasília. “Desde pequeno, sou brasileiro de coração”, conta o equatoriano de Manabí, cidade litorânea localizada a três horas de Guayaquil. “Vi o Garrincha jogar ao vivo num jogo do Botafogo contra o Barcelona do Equador”, explica.

» Nos acréscimos, Suíça vence o Equador por 2 x 1 no Estádio Nacional de Brasília

Paco também acompanhou, pelo rádio e pelos jornais, a performance de Garrincha nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1966. E decidiu ver os mundiais de perto a partir de 1970. Ele jura jamais ter perdido uma edição do evento desde então. A esposa era a companheira de viagem, mas faleceu há quatro anos. Por isso, o torcedor veio sozinho ao Brasil. “Tenho seis filhos, mas são todos adultos e estão ocupados com o trabalho”, diz o equatoriano, que chegou ao país de avião.

O tempo de permanência de Paco no Brasil dependerá do desempenho do Equador, cuja situação está complicada no Grupo E, após a derrota por 2 x 1 na estreia. Ele garantiu os ingressos para os jogos da seleção contra Honduras, em Curitiba, e França, no Rio de Janeiro. Resultados à parte, o gosto pelo futebol habilidoso permanece. “Gosto muito do Arroyo (equatoriano que entrou no segundo tempo contra a Suíça), pois joga de forma alegre como o Garrincha, e do Neymar”.

Alguns torcedores curiosos que viam o banner de Garrincha se aproximavam de Paco e pediam para tirar fotos com ele. Eram recompensados com pequenas lembranças, como balas, bonés, camisetas e sombreiros. “Pegue uma camiseta também. Insisto”, disse ao repórter, pouco antes de recolher os pertences e entrar no estádio.

Foto: Renato Freire/Portal da Copa#

Renato Freire, do Portal da Copa em Brasília

Notícias Relacionadas

No período do Mundial, a capital federal recebeu 633 mil visitantes, sendo 488.903 brasileiros e 143.743 estrangeiros. Números superaram as estimativas iniciais
+
Brasil enfrentará a Colômbia em 5 de setembro e o Equador no dia 9. Os jogos serão nos Estados Unidos
+
No total, mais de 3,05 milhões de pessoas se movimentaram pelo país durante o evento
+