Em São Paulo, torcedores chilenos esperam por time em hotel e elogiam recepção no Brasil

21/06/2014 - 18:14
Dupla de amigos já passou por Cuiabá, na estreia da seleção, e Rio de Janeiro, onde acompanharam a vitória sobre a Espanha

Adalberto Leister Filho/ Portal da Copa#Amigos têm encontrado informações com facilidade, apesar de não falarem portuguêsApesar de o Chile estar previsto para chegar ao hotel, em São Paulo, somente depois das 22h deste sábado, já havia dois chilenos de plantão na porta do local desde as 9h. “Quero que Eduardo Vargas assine essa camisa”, afirmou Eduardo Herrera, 24. Engenheiro recém-formado pela Universidad Catolica, ele se confessa um vira-casaca quando o assunto é futebol: torce para a arquirrival Universidad de Chile, clube no qual o atacante despontou.

Herrera e o amigo Francisco Moya, 24, vieram ao Brasil em um grupo de cinco amigos. A dupla se revezaria no plantão, durante todo o dia, com os outros três amigos, que haviam ficado descansando no hotel, distante dez minutos de caminhada do local da concentração do Chile.

No Brasil, os cinco amigos já assistiram à estreia de sua seleção nacional, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), contra a Austrália. O grupo tinha ingresso para o primeiro jogo e, na base da sorte, conseguiram comprar as entradas para a partida no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra a Espanha. Ambos ficaram impressionados com o apoio brasileiro no difícil confronto contra a atual campeã mundial.

“Pela primeira vez a gente era a maioria em uma partida contra eles [espanhóis]. E os brasileiros nos apoiaram, acho que por causa da solidariedade sul-americana e por causa do Diego Costa”, afirmou Herrera, referindo-se ao atacante sergipano que abriu mão de convocação do técnico Luiz Felipe Scolari e decidiu defender a Espanha.

O otimismo para o confronto com os espanhóis tinha vindo de amistoso disputado há nove meses, em Genebra, na Suíça, que terminou empatado em 2 x 2. “Eles fizeram o segundo gol [através de Jesús Navas] já nos acréscimos. Aqui, a gente acreditava que seria diferente”, conta Moya.

O grupo, que veio pela primeira vez ao Brasil disse estar adorando país. “Todo mundo ajuda a gente na rua, explica os caminhos, diz onde dá para comer”, conta Herrera. Os amigos chegaram até a estudar um mês de português, antes de viajar, para se virar melhor no Brasil. Desistiram logo.  “Na primeira conversa, percebemos que não é tão fácil. Mas ao menos serviu para ler”, diverte-se Moya, que também tinha expectativa de usar a habilidade na nova língua para conversar com as brasileiras.

Em uma Copa que já eliminou dois ex-campeões de forma precoce (Espanha e Inglaterra), torcedores de seleções emergentes, como o Chile, sonham alto. “Já traçamos o caminho: vamos ganhar da Holanda [segunda-feira, na Arena Corinthians, em São Paulo].  Assim, evitamos o Brasil. Depois, pegamos Croácia ou México. Nas quartas, o adversário será Costa Rica ou Costa do Marfim. Aí, qualquer um que apareça nas semifinais já está de bom tamanho”, prevê Herrera, lembrando que a última vez que o Chile disputou uma semifinal de Copa do Mundo foi em 1962, quando foi o país-sede.

Adalberto Leister Filho, do Portal da Copa em São Paulo

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