Em entrevista, ministro comenta preparativos e expectativas para a Copa

18/03/2013 - 13:32
Aldo Rebelo reafirmou a confiança na finalização das obras dos estádios para a Copa das Confederações e defendeu a profissionalização da gestão do esporte como um dos legados a serem perseguidos com os megaeventos

O ministro do Esporte concedeu, no início desta tarde, uma entrevista à rádio Joven Pan. Na conversa com jornalistas da emissora, Aldo Rebelo comentou o andamento das obras para a Copa das Confederações para o Mundial de 2014, falou sobre profissionalização dos clubes e da gestão como legado e definiu como inaceitável os episódios de violência envolvendo o futebol. O ministro embarca nesta segunda-feira para Zurique, na Suíça, para encontros com dirigentes da FIFA em torno da operacionalização de questões referentes aos megaeventos. Confira abaixo alguns trechos das respostas do ministro

Estádios para a Copa das Confederações
Duas arenas já estão prontas e recebendo jogos, casos do Mineirão, em Belo Horizonte, e do Castelão, em Fortaleza. A Fonte Nova, em Salvador, também já está pronta para ser inaugurada. Os outros três estádios (Maracanã, no Rio de Janeiro, Estádio Nacional, em Brasília e Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata - PE) estão com datas de entrega já confirmadas. Então acho que vamos fazer tudo dentro do prazo. Os estádios estarão em condições para os jogos da Copa das Confederações, o que é uma demonstração de que poderemos fazer da mesma forma na Copa do Mundo.

Profissionalização da gestão como legado
Eu acho que deveríamos aproveitar a realização da Copa para concretizar dois objetivos. Um deles é a profissionalização dos clubes e das entidades do esporte. Os clubes não podem ser administrados de forma amdadora ou semiamadora. O outro objetivo é a estabilidade institucional. Os mandatos têm de ter limite de tempo. Isso é importante até para que os clubes e as modalidades tenham suas marcas valorizadas. O governo põe sua marca para financiar diversas modalidades, como voleibol, atletismo e ginástica. É correto, nesse sentido, que o governo tenha como expectativa a profissionalização da gestão.

Controle de recursos públicos nas obras
A Copa do Mundo é basicamente feita com dinheiro privado. Na Copa, o governo não prepara atletas. Os clubes se encarregam disso. A FIFA também é uma instituição forte e ajuda a financiar o Comitê Organizador Local. O dinheiro público é basicamente voltado para empréstimos, com todas as garantias e exigências, para a construção e reforma dos estádios. As obras de mobilidade urbana são intervenções do PAC previstas para serem realizadas independentemente de haver Copa ou não. São obras para o trânsito das cidades que foram antecipadas para servir também para a Copa. O governo tem um portal de controle de investimentos administrado pela Controladoria Geral da União. O Ministério do Esporte recolhe diariamente essas informações.

Financiamento do BNDES para o Estádio do Corinthians
Primeiro é preciso esclarecer que banco público, nenhum deles, empresta dinheiro a clube. Existe essa decisão. Nem ao Corinthians, ao Palmeiras nem a nenhum outro. O empréstimo é feito à construtora porque ela pode apresentar garantias. E não são suficientes garantias sobre lucros futuros. Tem de ser em ativos reais, já existentes. Esse foi o critério em todos os empréstimos. A Odebrecht (que constrói a Arena do Corinthians) tem uma grande carteira de obras. A Andrade Gutierrez (construtora do Beira-Rio, em Porto Alegre) também teve problemas em função das garantias dos ativos apresentados. Lá o problema foi resolvido satisfatoriamente. Aqui em São Paulo eu creio que vá acontecer a mesma coisa. o estádio é uma bela solução para a Zona Leste. Obras federais, do governo do estado e da prefeitura vão dar suporte à região. É uma obra de interesse público para melhorar o IDH de uma região importante de São Paulo.

Violência no esporte
A violência é inaceitável. O futebol não pode ser local que acolha esse tipo de prática social. Quando eu era criança, sempre dizia que ia jogar com o outro time, e não contra. Isso porque o futebol tem esse sentido da confraternização, da convivência. Como é que ele pode ser o caminho da violência? Isso é uma deformidade, uma morbidez que não pode ser admitida. Não há explicação para o que ocorreu em Buenos Aires. Torcedores não têm direito de fazer ameaças. Assim como não tem sentido jogar uma arma contra outro torcedor, como na Bolívia. A primeira providência é esportiva. Banir do estádio esse tipo de torcedor. Não podem comparecer. Na hora do jogo, devem estar numa delegacia. Isso além de ações penais.

Portal da Copa

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