Em Cuiabá, ministro diz que governo deve garantir que "cotas" de ingressos cheguem ao destino

21/05/2012 - 16:00
Segundo Aldo Rebelo, pior do que não haver índios na arquibacanda em 2014 é reservar ingressos e não vê-los preenchidos da forma devida

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, destacou nesta segunda-feira (21.05), em Cuiabá, que a cidade não pode preterir a população indígena das partidas do Mundial. “Levantei essa ideia à FIFA, aos realizadores e patrocinadores. Não tem graça você realizar a Copa do Mundo no Brasil e dela ficarem excluídas parcelas da nossa população. No caso de Cuiabá e de Manaus, as populações indígenas. No caso do Brasil inteiro, a população mais pobre”, disse.

O ministro do Esporte defendeu a previsão de cotas de ingressos para a população indígena na Lei Geral da Copa. A demanda foi incluída no texto aprovado pelo Congresso Nacional e que aguarda a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Para Aldo Rebelo, o governo deve garantir a chegada dos ingressos aos destinatários beneficiados. Um dos critérios que pode ser adotado para selecionar as pessoas de baixa renda, diz Rebelo, será o programa de transferência de renda do governo federal: Bolsa Família.

“Quem são as pessoas mais pobres? Você tem um critério: são aquelas que recebem o Bolsa Família. A FIFA já concordou em encontrar uma solução. O governo, depois que resolver essa questão da quantidade de ingressos, vai sempre buscar garantir a logística para que todos cheguem ao destino certo, porque pior que não ter um índio na arquibancada é ter um ingresso para índio e ele não aparecer no jogo”, disse Rebelo.

Lei Geral
Para o ministro, a interpretação do governo federal é de que a Lei Geral contempla todos os acordos firmados com a FIFA e a liberação de bebidas nos estádios é uma medida passageira e cuidadosa. “Está tudo resolvido, não precisa do governo dos estados se preocuparem, pois a Lei Geral resolveu tudo. Tem gente que acha que não, que é uma matéria com legislação concorrente e a União não pode legislar sobre os estados. Aqueles que tiverem restrições quanto à venda de bebidas nos estádios, se essa interpretação prevalecer, o que ainda não está definido, vamos tomar alguma providência. Mas adotamos uma medida que é passageira. Essa foi uma posição cuidadosa”, afirmou Rebelo.
 
Gabriel Fialho - Portal da Copa

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