Homenagem: 100 anos de Domingos da Guia, o "Divino Mestre"

20/11/2012 - 19:13
Zagueiro que atuou pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938 era conhecido como “Divino Mestre”, mesmo apelido herdado pelo filho, o também jogador Ademir da Guia

Divulgação Vasco da Gama#Domingos da Guia ganhou o apelido de “Divino Mestre” por sua habilidade e estilo clássico de jogo, mesmo atuando como zagueiro. O ex-jogador faleceu em 18 de maio de 2000, aos 87 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Se fosse vivo, teria completado 100 anos na segunda-feira (19.11). A data foi lembrada em reportagem da EBC (confira vídeo abaixo).

Pai de Ademir da Guia, um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, Domingos começou a carreira no Bangu, passou por Boca Juniors, Nacional do Uruguai, Vasco, Flamengo e Corinthians. Um dos feitos do defensor foi ter conquistado os títulos nacionais da Argentina e do Uruguai. Pela Seleção Brasileira, atuou em 30 partidas e defendeu o país na Copa do Mundo de 1938, quando a equipe terminou em terceiro lugar. Ele ainda conquistou a Copa Roca de 1945 pela equipe canarinho.

Em entrevista ao Portal da Copa, Ademir lembra os relatos do pai sobre a preparação do Brasil para o Mundial.  “Em 1938, o que eles falavam muito era que pegaram um navio aqui no Brasil, viajaram não sei quantos dias para a França, treinavam no navio. Chegaram lá sem muita condição e preparo físico e no jogo contra a Itália o juiz deu um pênalti que na verdade foi um lance muito discutido, porque primeiro a bola não estava dentro de campo, a bola tinha saído, e era uma jogada que se houve uma agressão tinha que ser expulso e não dar pênalti. Eu lembro muito disso porque as pessoas falavam: “Oh Domingos, como que foi aquele pênalti?”. E ele contava como é que foi a viagem e é mais ou menos isso que eu lembro. Mas que as pessoas sempre falavam que ele era um zagueiro muito técnico de uma condição espetacular”.

Ademir da Guia ficou conhecido no futebol por “Divino”, apelido que recebeu de herança do pai. “Quando meu pai jogou no Nacional do Uruguai, ganhou o apelido de Divino Mestre. E quando eu cheguei aqui em São Paulo, os jornais colocaram: ‘O Palmeiras contratou o filho do Divino’. Então o apelido na verdade é do meu pai. Ele me incentivou bastante no início da carreira. Todo início de carreira em qualquer profissão é difícil e ele me incentivou, me ajudou muito, me abriu portas”. (Confira a íntegra da entrevista com Ademir da Guia)

» Reportagem sobre centenário de Domingos da Guia

Portal da Copa, com informações EBC

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