Deschamps destaca particularidades da Copa de 2014 e não vê tanta rivalidade entre Brasil e França

19/02/2014 - 22:10
Para o ex-jogador e atual treinador francês, grandes distâncias e diferenças de temperaturas serão os desafios de quem for adiante no Mundial. Ele também comentou alguns dos temas discutidos nesta quarta no Seminário de Seleções

Não apenas ex-jogador da seleção francesa. Não apenas campeão mundial pelo país. Didier Deschamps era o capitão da equipe de 1998 que goleou o Brasil por 3 x 0 na final daquela Copa do Mundo. A rivalidade iniciada com a vitória francesa nos pênaltis em 1986 e reforçada a partir daquele momento, para o atual treinador da França, não é tão forte.

frame de vídeo/ Danilo Borges/ Portal da Copa#“Existe uma rivalidade, mas não penso que seja algo demais. Viemos um ano atrás para jogar com o Brasil. Se foi bom para nós em 1998, foi muito melhor para o Brasil depois”, disse.

Deschamps está participando do Seminário de Seleções no Costão do Santinho, em Florianópolis. Ele contou que a programação desta quarta-feira (19.02) incluiu a apresentação de temas mais gerais na parte da manhã, como organização, segurança e mídia durante a Copa, e uma abordagem mais técnica de tarde.

“Foram citadas algumas decisões como a possibilidade de uma pausa na metade de cada tempo de jogo por conta das temperaturas elevadas. Também falou-se da preparação dos árbitros, para que tenham a melhor colocação possível, com sensibilidade em relação ao jogo. Também pediram a colaboração dos jogadores e treinadores para respeitar o 'fair play' e evitar manifestações excessivas de gestos e palavras após decisões tomadas”, explicou.

O treinador disse que o evento é uma ótima ocasião para trocar informações e saber das adversidades que podem ser encontrados durante a Copa, mas ponderou que questões como distâncias e temperatura não são consideradas problemas por ele, e sim especificidades do Mundial daqui.

"Problema não, há a particularidade de que o Brasil é um grande país, as distâncias são longas, há diferenças de temperatura e isso é algo a se considerar para quem vai mais longe na competição, porque a recuperação dos jogadores será diferente", disse.

Deschamps também falou sobre atrasos em obras das arenas da Copa. “Atrasos em estádios não se podem evitar, não acho que seja problema. Os estádios estarão prontos para fazer uma bela festa”, acrescentou. Quanto à segurança no Mundial, o treinador acredita que todo o possível será feito para que não haja problemas para ninguém.

A França está no Grupo E da Copa e estreia contra Honduras em 15 de junho, às 16h, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O jogo seguinte é contra a Suíça no dia 20 de junho, no mesmo horário, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A última partida da fase inicial tem como adversário o Equador e está agendada para 25 de junho, às 17h, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Carol Delmazo – Portal da Copa

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