Costa Rica treina em Santos para surpreender também a Holanda

02/07/2014 - 20:33
Equipe enfrenta a Holanda por uma vaga na semifinal no próximo sábado, em Salvador

Foto: Adalberto Leister Filho/Portal da Copa#Para quem nunca tinha passado das oitavas de final da Copa do Mundo, a Costa Rica poderia estar já satisfeita com o ingresso entre as oito melhores seleções do planeta nesta Copa do Mundo. Engano. O objetivo agora é destronar outro gigante do futebol mundial, a Holanda, e conseguir ampliar ainda mais a façanha do pequeno país da América Central e chegar às semifinais. O duelo entre as duas seleções será no sábado, na Fonte Nova, em Salvador (BA).

“Nós treinamos para estar aqui. Não treinamos para só um jogo ou dois. Nos preparamos por dois anos e meio para fazer história. Se as pessoas de fora ficaram surpresas, tudo bem. Mas desde o início do processo o time acreditou”, afirma Celso Borbes Mora, 26, que é filho do brasileiro Alexandre Guimarães.

Naturalizado costa-riquenho, Guimarães é um ícone do futebol do país. Como meia, defendeu a Costa Rica na Copa do Mundo da Itália, em 1990. Como treinador, sentou no banco da seleção nas participações nos Mundiais de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, e de 2006, na Alemanha. “Sempre na véspera dos jogos, meu pai vai ao hotel e me fala para ficar tranquilo, desfrutar do Mundial. Ele está muito orgulhoso de ver o filho aqui”, conta Celso.

Heróico

Sorteada para integrar o “Grupo da Morte”, junto com três ex-campeões mundiais (Inglaterra, Itália e Uruguai), o elenco costa-riquenho não se intimidou. O time do técnico Jorge Luis Pinto terminou em primeiro lugar na chave, após vencer Uruguai (3 x 1) e Itália (1 x 0) e empatar com a Inglaterra (0 x 0). Nas oitavas de final, mesmo atuando com um jogador a menos a partir dos 21 minutos do segundo tempo, empatou em 1 x 1 com a Grécia e venceu a disputa nos pênaltis (5 x 3).

O desgaste do jogo fez com que alguns atletas fossem poupados do treino desta quarta-feira. É o caso do goleiro Keylor Navas, que foi bastante exigido pelo ataque grego. Durante o jogo, a Grécia finalizou 24 vezes contra o gol de Navas, 13 delas em direção ao gol. Na decisão por pênaltis, o goleiro foi novamente decisivo, ao defender, de mão trocada, a cobrança de Theofanis Gekas.

“Navas está com um problema no ombro. Uma lesão que inspira cuidados. Mas não quer dizer que ele seja dúvida para enfrentar a Holanda”, tranquilizou o preparador-físico da equipe, Erick Sánchez.

Mesmo com Navas no gol, a Costa Rica tem consciência de que é o azarão, novamente, nas quartas de final. “A Holanda agora é um time muito mais perigoso do que quando começou a Copa. Os resultados dão confiança a equipe”, afirma Celso.

Apesar disso, o time não acredita que os holandeses entrarão no jogo de sábado com vantagem física, já que não tiveram que passar por prorrogação e pênaltis para eliminar o México. “Depois de dois dias de descanso ou com menor carga de trabalho, todos os jogadores estarão recuperados. E a Holanda também teve que se esforçar muito para ganhar do México”, afirma Sánchez, referindo-se à virada holandesa por 2 x 1, definida só aos 48 minutos do segundo tempo.

Até onde esse time pode chegar? “Estamos lutando para fazer nossa própria história. Vamos chegar o mais longe que pudermos. Até onde Deus nos permita e fazer nossa história”, prega o zagueiro Johnny Acosta.

Adalberto Leister Filho, do Portal da Copa em Santos (SP)

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