Copa do Mundo estimula produção de alimentos orgânicos

23/08/2011 - 11:00
Seminário “Green Rio” – Oportunidades e Desafios da Copa de 2014 – discute meios para incentivar o crescimento da produção de alimentos orgânicos no Brasil. Evento ocorre nesta terça-feira (23.08), no auditório do Sebrae do Rio de Janeiro.

A realização do Mundial será uma oportunidade para incentivar o crescimento da produção de alimentos orgânicos no Brasil. O Seminário “Green Rio” – Oportunidades e Desafios da Copa de 2014 – discutirá as possibilidades de ampliação desse mercado, do ponto de vista do conceito de sustentabilidade ambiental. O evento ocorre nesta terça-feira (23.08), no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no estado do Rio de Janeiro e é promovido pelo portal Planeta Orgânico.

O coordenador da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014, Claudio Langone, que participa do seminário, afirmou em entrevista à revista Orgânicos & Cia, que o governo brasileiro já tomou a decisão de que uma das principais marcas do evento será a questão ambiental.

“O Brasil, que sediará em 2012 a cúpula das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em 2014 a Copa do Mundo e em 2016 os Jogos Olímpicos, quer consolidar sua liderança global nessa área. Queremos priorizar o enfoque educativo, deixando sinais concretos de que esta é uma Copa que tem um compromisso efetivo com a sustentabilidade, com a inclusão social, com o respeito ao meio ambiente”, ressaltou Langone.

O foco do evento é levantar as oportunidades em diferentes regiões do Rio de Janeiro, para atender a demanda que será estimulada pela Copa do Mundo, conforme explicou a diretora do Planeta Orgânico, Maria Beatriz Martins Costa, em entrevista à Agência Brasil. Para ela, essa será uma grande oportunidade para os restaurantes, hotéis e pousadas que estiverem envolvidos na iniciativa da Copa orgânica e sustentável.

“Eles vão ter uma espécie de selo, identificando que o estabelecimento tem no seu cardápio, por exemplo, produtos orgânicos. Ou tem produtos do comércio justo ou da agricultura familiar. Isso fará com que os empreendimentos sejam divulgados em sites e campanhas que o governo vai apoiar”, destacou Martins Costa.

A coordenadora do Centro Sebrae de Inteligência em Orgânicos, Sylvia Wachsner, considera que a determinação governamental sinaliza para o crescimento da agricultura orgânica no país, das informações para os produtores e das cadeias que podem oferecer esses produtos. “Isso é uma oportunidade enorme para os produtores orgânicos, não só para os chamados produtos verdes, como para produtos beneficiados, entre eles laticínios e grãos, para alimentação de atletas e de visitantes”, afirmou.

O ideal, disse Sylvia, é que os alimentos orgânicos sejam oferecidos às pessoas que vão assistir aos jogos, incluive aos turistas que virão ao Brasil para o evento, nos supermercados. A ideia é “criar consciência e oferecer mais produtos orgânicos”.

 

Ascom – Ministério do Esporte e Alana Gandra, da Agência Brasil

 

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