Conhecida porta de entrada para turistas de todas as partes da América do Sul, a cidade de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi escolhida pela Coreia do Sul como casa durante a Copa e como refúgio para a reta final de preparação. A equipe asiática estreia nesta terça, 17.06, contra a Rússia, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
O estádio Pedro Basso, o CT do Flamenguinho, recebeu uma arquibancada para 800 pessoas ao lado do campo para acomodar o público. A localização do estádio é considerada estratégica pela delegação, pois está a 900 metros do hotel e a cerca de 5 quilômetros do Aeroporto Internacional das Cataratas.
A grama no padrão FIFA passou por investimentos em drenagem, irrigação automática e computadorizada, além de nivelamento a laser. Cerca de 50 centímetros de terra, em profundidade, foram retiradas do gramado antigo. Os jogadores também têm à disposição sala de fisioterapia e uma academia com 15 aparelhos.
Para atender a imprensa, um moderno Centro de Mídia, construído em parceria entre Confederação Sul-Coreana de Futebol (KFA), Itaipu Binacional (Fundo Iguaçu) e prefeitura da cidade, está disponível para receber mais de 100 profissionais. Entre eles, Seong Ki Son, repórter da rede coreana KB. “Eu gostei muito. Facilitou bastante o nosso trabalho”, afirma.
Logo na entrada da”Korea House” (Casa Coreana), como foi informalmente batizado o Centro de Mídia, há uma bandeira do país e um mural com frases de incentivo colhidas de torcedores da Coreia do Sul. Na parte interna, uma camisa autografada por jogadores convocados, atletas e uma bola da conquista do quarto lugar na Copa de 2002, o melhor resultado da equipe asiática na história dos Mundiais. O torneio foi organizado em parceria por coreanos e japoneses e acabou com vitória do Brasil.
Tradução
As entrevistas coletivas contam com um intérprete do coreano para o português, o que possibilita a participação de jornalistas brasileiros e paraguaios que fazem a cobertura da seleção coreana. “Achei que não teria tradutor e estava preocupado. Quando cheguei aqui, vi que estava tudo preparado. A tradução é essencial para nós”, conta o repórter fotográfico, Alberto Rodriguez, prestador de serviços para a agência de notícias EFE. Além disso, os jornalistas sul-coreanos têm no local informações turísticas e sobre as 12 sedes de Copa do Mundo.
A estimativa é que, da Korea House, seja gerado conteúdo para mais de 50 milhões de espectadores, transmitidos por ao menos nove emissoras sul-coreanas. O centro dispõe de acesso livre à internet, bancadas e cadeiras para atender a 150 pessoas sentadas, 50 computadores, área de café e um estande que divulga as ações socioambientais da Usina de Itaipu.
Conforto
Para a hospedagem, os coreanos praticamente não fizeram exigências, segundo o gerente geral do hotel, Osvaldo Julio Neto. “A preocupação deles é não atrapalhar o dia a dia no resort”, explica. A única exigência foi uma cozinha própria para o preparo das refeições, com o cardápio composto por comida coreana. Os demais ambientes são compartilhados com os outros hóspedes.
“Está perfeito. Temos tudo o que precisamos”, disse o presidente da KFA, Chung Mong Gyu, confiante numa boa estreia no Grupo H, que também reúne Argélia e Bélgica. “Vamos dar o nosso melhor para nos classificarmos para a segunda fase”, afirma o presidente da KFA.
Roteiro obrigatório
A exuberância das paisagens, o maior conjunto de quedas d’água do mundo, com 270 cachoeiras nos parques nacionais das duas fronteiras (Paraguai e Argentina), as Cataratas do Iguaçu – eleitas uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno – fazem fazer parte do roteiro turístico de natureza para pessoas que circularão pelo Brasil durante a Copa. Foz do Iguaçu é o terceiro destino mais procurado no país
Em Foz, além dos coreanos, é fácil encontrar representantes de outras etnias pela região, entre elas, árabes, japoneses, chineses e indianos. A cidade está acostumada a falar outras línguas. Segundo dados da Secretaria de Turismo do município, em 2013, a cidade recebeu cerca de dois milhões de turistas. Situada na tríplice fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai, o município tem uma rede hoteleira composta de mais de 100 hotéis e capacidade para 20 mil hóspedes, além de meios alternativos como albergues, camping e pousadas.
Os turistas têm inúmeras opções de visitação aos parques, ecoturismo e ainda, com documentos em mãos, podem cruzar a fronteira para turismo de compras no Paraguai e conhecer os cassinos e restaurantes argentinos. Além de visitar a Usina de Itaipu.



















