
Em campo, o Internacional superou o Atlético-PR, de virada, por 2 x 1, diante de mais de 33 mil torcedores. Fora do gramado, houve avaliações oficiais de áreas como serviços ao espectador, com voluntários orientando entradas e saídas do estádio, transporte das delegações, segurança, tecnologia, limpeza e catracas. Até a coletiva de imprensa, realizada numa sala com 160 lugares, adotou o padrão exigido nas competições da FIFA, com falas dos técnicos dos dois clubes e de um jogador.
Entre os pontos citados como falhos por torcedores estavam algumas áreas de alimentação fechadas, a dificuldade de orientadores de público em entender e apontar com precisão todos os setores do estádio, o acesso em algumas catracas e a instabilidade no uso da internet pelo celular em diferentes operadores.
O gerente-geral de integração operacional do COL, Tiago Paes, disse que não esperava 100% de acertos, mas assegurou que o treinamento de todos os agentes que atuarão nos cinco jogos da Copa na capital gaúcha será intensificado a partir do dia 22, quando a FIFA recebe oficialmente o Beira-Rio. Paes destacou que a área de alimentação não foi
testada oficialmente porque as lanchonetes estão sendo finalizadas. A internet, segundo ele, terá qualidade profissional para a imprensa durante a Copa.
Já a estrutura do Beira Rio, com destaque para o gramado, foi exaltada pelo CEO do COL, Ricardo Trade. “Fico contente em ver o resultado desse grande esforço, que é construir uma obra dessa magnitude. E mais ainda ao saber que o clube buscou a melhor qualidade no campo de jogo, que é o que, ao final, importa para os jogadores”, disse. Conforme os organizadores, o "checklist" para a Copa aponta que 3,5 mil itens ainda precisam ser ajustados no complexo do Beira-Rio.
“Saímos satisfeitos e com segurança. Tenho certeza de que faremos uma grande Copa”, afirmou Maurício Nunes Santos, coordenador executivo do Comitê Gestor da Copa no Rio Grande do Sul. O coordenador de Infra-estrutura Esportiva da Secopa-POA, José Mocelin, comemorou a parceria de todos os agentes envolvidos na execução do evento nos moldes pedidos pelo COL/FIFA.

Mutirão no entorno
A partir de segunda-feira, um grande mutirão irá procurar compensar os atrasos e as obras inacabadas no entorno do estádio. Conforme Maurício Santos, uma força-tarefa irá se concentrar na conclusão do viaduto Pinheiro Borda, na liberação dos acessos ao estádio e à limpeza dos entulhos nas cercanias do Beira-Rio. O clube também terá de apressar o asfaltamento do pátio do complexo. “A partir de segunda-feira, vamos atacar em todas as frentes. Há tempo e capacidade técnica para que se avance. Já estamos atuando como força-tarefa”, disse o coordenador-executivo do Gecopa/RS.
Revista por amostragem
A revista antes das catracas foi rápida e contou com o uso de detectores de metal. Apesar disso, houve gente que acabou ingressando no estádio sem ser revistado ou abordado. Foi o caso do químico industrial Marco Antônio Cangeri e do sobrinho Bruno Di Naso. Eles se dirigiam à área para cadeirantes, no setor inferior. Depois de estacionar dentro do complexo, Cangeri conduziu Bruno, na cadeira de rodas, até o local onde assistiram à partida. “Ninguém nos revistou ou pediu o ingresso”, observou o tio.

Colorado de primeira viagem
O advogado Luís Carlos Girotto, 65 anos, e a mulher, Vanilsa, visitaram o Beira Rio pela primeira vez no evento-teste, acompanhados pela amiga do casal, Marta Bassani. E adoraram a experiência. “Não conhecíamos o complexo. Quando chegamos, abordamos uma pessoa identificada com colete laranja (steward), e ela nos encaminhou ao setor de compra de ingresso, além de sugerir o melhor local para assistir a partida. Aqui dentro, tudo parece estar funcionando. Ao menos para nós, que nunca havíamos estado aqui.
Fila na entrada
Sócio do Inter desde 1969, quando o estádio foi inaugurado em sua versão anterior, Claro Antônio Mota, 66 anos, assistiu a Inter x Atlético-PR na companhia do filho Márcio, 40. Para eles, o acesso ao estádio pode ser aprimorado. “A fila era grande, vai ter de ser melhor na Copa”, disse o pai. O problema, conforme o COL, foi em alguns portões, em função da dificuldade de operação das catracas por algumas equipes. Por isso, houve casos de gente tentando entrar com o jogo na metade do primeiro tempo. “Mas o resto ficou muito bom”, completou Márcio.











