Centro de Inteligência Nacional já opera para a Copa do Mundo

13/05/2014 - 17:25
Representantes de mais de 20 órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência estiveram presentes ao evento na sede da Abin, em Brasília

Divulgação Abin#

A Copa do Mundo já começou para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que inaugurou nesta segunda-feira (12.05) o Centro de Inteligência Nacional (CIN). Representantes de mais de 20 órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) estiveram presentes ao evento na sede da Abin, em Brasília. O CIN coordenará toda a atividade de inteligência durante o Mundial e funcionará 24 horas por dia até o dia 15 de julho.

Doze centros de inteligência regionais (CIRs), um em cada sede, acompanharam a reunião por videoconferência, entrando imediatamente em funcionamento. Além de profissionais da Abin e do Sisbin, parceiros estaduais e municipais, como polícias militares, corpo de bombeiros, entre outros, farão parte das estruturas regionais.

O CIN concentrará todas as informações do sistema de inteligência e está instalado em uma ampla sala de situação na sede da Abin, em Brasília. O local conta com profissionais de órgãos ligados à inteligência, defesa e segurança pública da Copa.

Os locais ligados à competição são acompanhados em tempo real e informações são recebidas de diversas frentes: desde um informe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre o fechamento de uma via de acesso estratégica até dados climáticos do Instituto Meteorológico Nacional (Inmet) prevendo um temporal – e, consequentemente, complicações no trânsito. Todos os órgãos ligados ao CIN contribuem com informações de interesse.

Ao todo são 17 centros coordenados pela Abin: o CIN, um CIR em cada uma das 12 cidades-sede, três centros locais, e um centro de inteligência de serviços estrangeiros. A estrutura servirá para assessorar decisões executivas em âmbito federal e estadual.

Durante a Copa das Confederações do ano passado, o CIN produziu, em 48 dias de funcionamento, mais de 170 relatórios, que subsidiaram as ações de segurança da competição.

Preparação

A Abin vem implementando ações de inteligência para a Copa há cerca de três anos. Na fase de planejamento e preparação para o evento, a agência produziu mais de 200 avaliações de risco, buscando identificar ameaças e vulnerabilidades e sugerir melhorias para a estrutura de segurança e defesa.

Todas as instalações das 12 cidades-sede da Copa, como aeroportos, hotéis, estádios, centros de treinamento foram avaliadas pela agência. Os últimos relatórios de avaliação foram entregues no início de maio aos 12 governos estaduais e aos Ministérios da Defesa e da Justiça.

A agência também é responsável pela pesquisa de segurança para fins de credenciamento e controle de acesso aos locais do evento. Estima-se que 500 mil nomes serão consultados. Todas as pessoas que necessitarem portar uma credencial para entrar em área restrita dos estádios serão pesquisadas, entre elas funcionários terceirizados, servidores públicos de órgãos essenciais, segurança privada, voluntários, funcionários da FIFA e fornecedores.

O objetivo é identificar pessoas que possam representar algum tipo de ameaça ao evento. Parta se ter uma ideia, nas Olimpíadas de 2012, o governo britânico pesquisou quase um milhão de nomes que necessitavam portar credencial.

Giuliander Carpes, do Portal da Copa no Rio de Janeiro

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