Brasília apresenta ações sustentáveis na construção do Estádio Nacional

02/12/2011 - 12:44
Capital busca certificação LEED Platinum, categoria máxima do selo dado pela ONG Green Building Council

A Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade realizou nesta quarta e quinta-feira (30.11 e 01.12), em Brasília, a I Oficina sobre Certificação e Gestão Sustentável das Arenas da Copa 2014, com o objetivo de apresentar as ações sustentáveis nos 12 estádios do Mundial. O parâmetro escolhido pelos gestores brasileiros são os estabelecidos pela Green Building Council (CGB), organização não governamental que emite o certificado LEED. E, pelo menos por enquanto, a capital do país é a única a pleitear a categoria máxima: Platinum.

Uma série de requisitos deverão ser cumpridos pelos responsáveis pela obra do Estádio Nacional de Brasília, já que não há Arena no mundo com tal certificação. Segundo a engenheira ambiental, Priscila Mesquita, que trabalha no empreendimento a sustentabilidade começa com os trabalhadores. “Todos são treinados para lidar com acidentes químicos que possam contaminar o solo. Kits de socorro para caso de acidentes foram espalhados na obra”, explicou. Os reservatórios com substâncias químicas ficam em caixas de concreto, pois caso haja algum tipo de vazamento, o solo não será prejudicado.

Outra ação sustentável é em relação à cobertura do estádio que terá células fotovoltaicas para a captação de luz solar, com capacidade de obter até 2,5 megawatts, o que corresponde a toda energia necessária para o funcionamento da Arena. 

Mobilidade Urbana

O próprio desenho urbanístico de Brasília e a localização do Estádio Nacional possibilitam uma pequena demanda por mobilidade urbana durante a Copa do Mundo. Ônibus elétricos, hídricos ou de biodisel, percorrerão toda a área central da cidade em direção à Arena, em faixas exclusivas, mesmo trajeto em que será implantada uma ciclovia. “A intenção é que as pessoas também possam ir de bicicleta assistir aos jogos”, ressaltou Mesquita.   

Números

81 árvores foram arrancadas. Em troca, a construtora doou 5 mil mudas de espécies diferentes ao governo local;

Foram reciclados 860 mil toneladas de material metálico, 9,6 toneladas de papelão, 2,5 toneladas de plástico, 105 toneladas de madeira.

Gabriel Fialho – Portal da Copa (colaborou Victoria Camara)

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