Brasileiros se dividem em torcida por Alemanha e Argentina na Fan Fest de São Paulo

13/07/2014 - 19:56
Alguns preferiam alemães por causa da rivalidade com vizinho sul-americano. Outros apoiaram argentinos devido à eliminação brasileira

Fotos: Adalberto Leister Filho e Leonardo Lourenço#Argentina e Alemanha dividiram a simpatia do torcedor brasileiro entre os que foram assistir ao jogo na Fan Fest do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Embora a maioria dos torcedores tenha optado apoiar o carrasco do Brasil na Copa do Mundo, havia uma boa parcela que torcia pelo time de Mascherano e Messi.

“Espero que a Argentina me dê esse presente de aniversário. Faço 39 anos no dia 25”, contou manobrista Marcelo França, que virou torcedor dos hermanos em outra tragédia para a Seleção Brasileira: a eliminação nas oitavas de final na Copa da Itália, em 1990, com gol de Caniggia. “Eu era um torcedor meia-boca. Aí, virei a casaca”, brincou ele, que deixou a família em casa, porque ninguém ali compartilha sua preferência no futebol.

Já os brasileiros-alemães estavam em maior número. “O jogo está fraco. Na semifinal, a essa hora, já estava 5 x 0”, brincou Sérgio Roberto Fernandez, 16, no intervalo de jogo, reclamando do empate sem gols. “Mas o Brasil não merecia ser humilhado em sua própria casa”, acrescentou Pedro Denhese, 16, amigo de Sérgio.

Perto dali, a torcida era pelo adversário. As amigas Bruna Almeida, 24, e Renata Mariano, 26, pintaram as cores da Argentina no rosto para torcer pelo tricampeonato do arquirrival brasileiro. “São os nossos hermanos”, justificou Bruna, que é assistente comercial. “Eles sofrem como a gente”, acrescentou Renata.

Sem parentesco com o apagado atacante do Manchester City, Emanuel Agüero era um dos poucos argentinos gatos-pingados presentes na Fan Fest. A maioria seguiu para o Rio, para estar mais próxima do local do confronto.

“Moro aqui”, contou Agüero, que nasceu em Córdoba, mas trabalha em São Paulo em TI (tecnologia da informação). “Torço para que não vá para os pênaltis. Tem que acabar antes”, pedia o argentino, sem saber que seu desejo seria atendido, mas não com um salvador gol argentino.

Quando, aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, Mario Götze, que havia entrado no final do segundo tempo, marcou o gol do título, a metade alemã da plateia foi ao delírio, pulando e jogando cerveja para o alto.

Desilusão argentina, que sonhou com um título histórico no Maracanã, a taça que falta na coleção de Lionel Messi e o fim do jejum de 28 anos sem o título da Copa do Mundo. Celebração germânica, primeiro europeu a vencer uma Copa nas Américas,agora tetracampeões do mundo. Na Rússia, daqui a quatro anos, terão a chance de igualar o Brasil em número de conquistas.

Adalberto Leister Filho e Leonardo Lourenço, do Portal da Copa em São Paulo (SP)

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