Arena Pernambuco: uma usina solar própria

20/05/2013 - 00:22
Entre as ações de sustentabilidade adotadas durante a obra também estão a captação da água da chuva e a gestão de resíduos sólidos

Uma das condições para que as arenas da Copa conseguissem a linha de financiamento do BNDES era que, durante a obra, adotassem práticas de sustentabilidade certificadas na condução da construção. Na Arena Pernambuco não foi diferente.

Para que o empreendimento consiga atingir a meta de certificação sustentável LEED na categoria prata, dada pela organização não governamental Green Building Council (CGB), os responsáveis contrataram o serviço de consultoria do Centro de Tecnologia em Edificações. 

Assim, o projeto previu a captação de energia solar e de água da chuva, ventilação natural, além de gestão dos resíduos sólidos. Nas obras, foram adotadas diversas medidas sustentáveis. O canteiro contou com uma estação de tratamento de esgoto própria.

Houve coleta seletiva de resíduos, prevenção ao fumo e lava-rodas dos caminhões com água reutilizada. Outro ponto do projeto é em relação à mobilidade urbana. A arena ficará à três quilômetros do terminal rodoviário e a 19 Km do aeroporto, diminuindo a necessidade do uso de automóveis.

Foto: Secopa-PE#

Usina solar própria

O novo estádio multiuso utilizará a energia gerada por uma usina solar própria com capacidade equivalente ao consumo médio de seis mil brasileiros.

Localizada em um terreno de 14,5 mil m² anexo à Arena Pernambuco, a Usina Solar Fotovoltaica terá potência instalada de 1MWp, o que resulta na geração de 1,5 mil MW. Com um investimento total de R$ 12,8 milhões, a usina solar gerará energia para a Arena Pernambuco.

Quando não houver demanda interna, seu excedente será injetado na rede da concessionária de distribuição, podendo ser utilizado por outros consumidores.

Por ser um projeto de P&D, 95% do potencial total, ou seja, 950 kWp, deverá ser composto por uma única tecnologia. Os outros 5% serão utilizados para pesquisas de novas tecnologias fotovoltaicas com aplicação comercial.

Para desenvolver o projeto básico da usina, a Celpe contratou o Instituto de Energia SolarUniversidade Politécnica de Madri e o Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), além do National Renewable Energy Laboratory – NREL dos Estados Unidos. A previsão é de que o projeto entre em operação até junho de 2013, antes da Copa das Confederações.

» Acompanhe a cobertura completa do Portal da Copa para a inauguração da Arena Pernambuco

Portal da Copa

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