A Arena Fonte Nova, em Salvador, é a primeira arena do Brasil a conquistar o nível prata da certificação internacional LEED, selo verde que identifica o empreendimento como sustentável e que é utilizado em mais de 140 países. De acordo com o 5º Caderno de Encargos da FIFA, bastava a arena atingir 40 pontos para estar certificada. No entanto, o equipamento superou os requisitos básicos e acumulou 53 pontos, conquistando o primeiro título de arena com certificação LEED Prata do país.
Os pontos para a busca da certificação são conquistados através das características sustentáveis do projeto da arena, que prezam pela economia de recursos naturais e pela oferta de condições ideais de uso para os seus visitantes, além de ações de redução de impacto ambiental realizadas durante a construção.
A reutilização de 100% do concreto da antiga Fonte Nova, a cobertura que capta água da chuva para o reuso, as brises da fachada, possibilitando a ventilação e iluminação natural, mas protegendo da radiação solar excessiva, e a utilização de lâmpadas de alto rendimento foram algumas das medidas adotadas na construção da arena em Salvador.
A certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, utilizado em 143 países, com o objetivo de incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações. O LEED estabelece algumas dimensões que são avaliadas nas edificações, com pré-requisitos (práticas obrigatórias) e créditos, além de recomendações que, quando atendidas, garantem pontos à edificação.
Veja as principais características que somaram pontos para a certificação prata da Arena Fonte Nova:
Reaproveitamento de água de chuva na irrigação e sanitários, através da cobertura;
Metais sanitários de baixo consumo de água;
Equipamentos e lâmpadas de alto rendimento atendendo normas internacionais de eficiência energética;
Brises nas fachadas permitindo aproveitamento de ventilação e iluminação natural, mas protegendo da radiação solar excessiva;
Membrana em PTFE da cobertura com alto índice de refletância solar, que evita o efeito “ilha de calor” no microclima da cidade e também não bloqueia totalmente a luz solar, permitindo aproveitamento de iluminação natural, que contribui para a eficiência energética;
Sistemas de ar-condicionado utilizam gás refrigerante não clorado que possui impacto praticamente nulo para a destruição da Camada de Ozônio;
Construção buscando reduzir os impactos causados ao meio ambiente, com ações como o controle de sedimentos carregados pelas águas às redes públicas de drenagem, evitando a contaminação destas, bem como o levantamento de poeira no entorno, além de destinação para reciclagem de aproximadamente 90% dos resíduos gerados;
Sistema de ar-condicionado possui taxas de renovação do ar superiores às normas brasileiras e internacionais, garantindo que o ar interno não fique poluído.









