Ações sustentáveis do Estádio Nacional de Brasília são apresentadas nos Estados Unidos

14/11/2012 - 10:57
Obra no Mané Garrincha, que busca certificação Leed Platinum, foi tema de conferência do Green Building Council

ME/ Portal da Copa#O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha busca o selo Leed Platinum, certificação máxima de sustentabilidade para edificações dada pela organização Green Building Council. No congresso da entidade, realizado nos Estados Unidos, a obra foi apresentada, nesta terça-feira (14.11), como exemplo de iniciativa governamental sobre o tema.

“O estádio vai alavancar uma série de benefícios sociais e econômicos para a capital federal, gerando um legado imensurável. Com geração de emprego e renda, irá movimentar o setor de serviços, o turismo, que é uma indústria limpa, e tudo isso vai refletir em mais oportunidades e melhor qualidade de vida para a nossa população. A certificação Leed Platinum se soma a isso porque, além de usar corretamente e preservar os recursos naturais do planeta, servirá como exemplo de política pública e de conscientização”, afirmou o governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz, durante o evento.

“Fizemos um estudo bioclimático para aproveitar melhor os fatores climáticos, como a iluminação solar e os ventos, para minimizar o uso de lâmpadas e ar- condicionado. Também avaliamos como captar a água da chuva e usá-la para a irrigação do gramado”, afirmou o arquiteto responsável pela arena de Brasília, Vicente Castro Mello.

A Greenbuild International Conference and Expo reúne 35 mil pessoas entre representantes de entidades ambientais, arquitetos e empresas ligadas a construções sustentáveis.

» Veja alguns itens sustentáveis da arena

Iluminação natural: A membrana da cobertura possui um componente fotocatalítico chamado TiO2 (dióxido de titânio), que extrai poluentes da atmosfera e mantém a cobertura, que é autolimpante, limpa e branca. A cobertura branca libera a passagem de iluminação natural e reflete os raios solares, reduzindo o calor interno e a necessidade do uso de ar-condicionado ou outro tipo de ventilação artificial.

Despoluição: A cobertura ainda decompõe óxidos de nitrogênio (NOx) contidos na atmosfera, provenientes de gases emitidos por veículos e outras fontes. O volume de remoção da cobertura montada será equivalente a retirar 104 automóveis ou 75 caminhões das ruas a cada hora que o sol estiver refletindo.

Energia solar: A ecoarena terá cerca de 9,6 mil painéis fotovoltaicos que serão capazes de gerar 3,5 milhões de quilowatt por ano, tornando o estádio o primeiro no mundo a ser autossuficiente em produção de energia e, ainda, produzir excedente que será utilizado em outras partes da cidade.

Reaproveitamento de água: A água da chuva será captada pela cobertura e pelo piso permeável em volta do estádio e será armazenada nas cisternas. A água não-potável será utilizada nos vasos sanitários, mictórios, irrigação do gramado e lavagem em geral. O sistema todo vai armazenar 6,84 milhões de litros de água. Isso equivale a 80% da demanda de água não-potável do estádio.

Fonte: Agência Brasília

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