A um ano do Mundial, relógio faz a contagem regressiva em Copacabana

12/06/2013 - 13:27
Peça foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, falecido no ano passado

Fotos: Glauber Queiroz/Portal da Copa#Os torcedores poderão acompanhar cada segundo da contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo de 2014 pelo relógio inaugurado nesta quarta-feira (12.06) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, falecido no ano passado, a peça foi revelada ao público em cerimônia que contou com o neto dele, Carlos Niemeyer, Jérôme Valcke, secretário geral da FIFA, Jean-Claude Biver, presidente da marca Hublot, Aldo Rebelo, ministro do Esporte, Pelé, embaixador honorário da Copa, Ricardo Trade, CEO do Comitê Organizador Local (COL) e Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio de Janeiro.

A três dias da abertura da Copa das Confederações, a expectativa sobre a competição foi comentada por Valcke, que afirmou que tudo que a FIFA esperava para o torneio foi realizado. “Os seis estádios são seguros, tudo está bom, temos bons campos de treinamento e infraestrutura para receber as equipes e os turistas. Tudo o que esperávamos para a Copa das Confederações está pronto. Claro que para a Copa do Mundo ainda temos muito a fazer, mas temos tempo e tenho certeza de que os demais projetos também estarão prontos até lá”.

Para exemplificar a confiança de que as outras seis arenas estarão concluídas, além das seis já entregues para a Copa das Confederações, o secretário geral da FIFA usou o caso do Maracanã. “Com relação aos estádios, se você esteve em março no Maracanã não acharia que poderia sediar um jogo há uma semana. Quanto ao estádio de São Paulo, tenho o compromisso da construtora de que ele será entregue em dezembro. No mais tardar nos primeiros dias de 2014 teremos as chaves de todas as arenas. Como aconteceu com a Copa das Confederações, temos certeza de que teremos todas as arenas prontas”, afirmou Valcke, que citou o plantio simbólico da grama do estádio do Corinthians nesta quarta-feira.

Expectativa

Para o ministro do Esporte, a expectativa do mundo cresce em relação à Copa, por ela ser disputada no Brasil, a “casa do futebol”. “Essa é a segunda Copa que fazemos com investimentos em estádios e infraestrutura para realizar o evento de acordo com as expectativas. Os ingleses inventaram o futebol, mas ele ganhou outra dimensão nos trópicos, é como se a Copa fosse na casa do futebol. Somos uma economia que enfrenta a situação difícil do mundo, procurando manter a estabilidade e o ritmo de crescimento. O mundo espera que façamos uma grande Copa e, além de tudo, esta é uma oportunidade para modernizar o nosso futebol, incrementar o turismo, gerar emprego e renda e queremos fazer uma Copa com segurança”, detalhou.

O convite para conhecer as seis novas arenas brasileiras que receberão as partidas da Copa das Confederações foi feito por Ricardo Trade, CEO do Comitê Organizador Local (COL), que acrescentou que os benefícios dos grandes eventos vão além das quatro linhas. “Tenho certeza de que estaremos prontos para a Copa do Mundo. Digo ao torcedor brasileiro para que vá aos estádios, que eles gostarão muito. Vamos encantar o mundo e provar que somos bons não só dentro de campo, mas fora também”, afirmou. “Capacitamos quase 11 mil voluntários, mais de 24 mil operários trabalharam nas obras dos estádios e foram qualificados. Isso também é um legado”.

Relógio

O presidente da marca de relógios Hublot contou que foi o próprio Oscar Niemeyer quem disse a ele que faria o design do cronômetro inaugurado em Copacabana. Sentado ao lado de Pelé e olhando para o relógio, Jean-Claude Biver disse estar entre duas lendas. “Estou orgulhoso de estar aqui. O Brasil está conquistando o mundo e é uma grande emoção mostrar que uma lenda está sentada aqui e outra em pé ali, que vai ficar para sempre”, afirmou apontando para o relógio. “Conheci o Oscar e vi um homem cheio de curiosidade. Ele me disse que se eu fosse patrocinador da Copa ele ia querer fazer o projeto do relógio e foi assim que esse projeto nasceu”.

Pelé comentou sobre seleção brasileira, disse confiar na comissão técnica e que a Copa das Confederações será um bom teste para preparar a equipe para 2014. “Sem dúvida faremos uma grande Copa do Mundo. Claro que ganhar ou perder depende de sorte ou de como a equipe estará, mas espero não ter a mesma experiência que tive em 50, quando meu pai estava ouvindo a Copa no rádio e o vi chorar quando o Brasil perdeu”.  O "Rei do Futebol" pediu o apoio da torcida brasileira. “Queria dizer a todos os brasileiros que façam um esforço. Não vamos vaiar a seleção brasileira, vamos apoiar, temos um ano até a Copa, estamos numa caminhada e vamos apoiar”.

Gabriel Fialho - Portal da Copa

Notícias Relacionadas

Secretário executivo do Ministério do Esporte afirma que o aprendizado adquirido com o Mundial dará melhores condições para o Brasil enfrentar os desafios da preparação do maior evento esportivo do planeta
+
Evento “Copa 2014: legados para o Brasil” mostra resultados econômicos, culturais e de infraestrutura
+
Os legados esportivos, econômicos, de infraestrutura, de imagem e promoção do Brasil, dentre outros, serão abordados nos dois dias de palestras
+