O caminho do Uruguai

A última vez que o Uruguai levantou uma Copa do Mundo foi justamente no Maracanã, que após 64 anos voltará a ser palco de uma decisão de Mundial. Para repetir o feito de 1950, o técnico Óscar Tabárez convocou basicamente o mesmo time da Copa de 2010, quando a Celeste surpreendeu e terminou na quarta posição. A diferença é que Diego Forlán, craque da edição disputada na África do Sul, não vive a mesma boa fase há algum tempo. Por outro lado, os atacantes Edinson Cavani, do PSG (FRA), e Luis Suárez, do Liverpool (ING), chegam mais experientes e após grandes temporadas pelos seus clubes.

Se na frente a dupla de ataque mostra habilidade, atrás os uruguaios terão que manter a raça característica do futebol do país, traduzida nas expressões e disposição do zagueiro Diego Lugano e no espírito combativo do volante Arevalo Ríos, do Morelia (MEX), para superar o chamado "Grupo da Morte". Em grande fase, o zagueiro Diego Godín, do Atlético de Madri (ESP), é forte no jogo aéreo e também pode ser uma arma no ataque, assim como o apoio do lateral-esquerdo Álvaro Pereira, do São Paulo (BRA). Outro que atua no futebol brasileiro é o meio-campista Nicolás Lodeiro, do Botafogo.

Bicampeões Mundiais (1930 e 1950) e Olímpicos (1924 e 1928), além de terem vencido 15 Copas Américas, o Uruguai chega para a sua décima segunda participação em Copas. Após o quarto lugar na Copa das Confederações de 2013, os uruguaios passaram por momentos difíceis nas Eliminatórias da América do Sul. A Celeste foi a última campeã do mundo a carimbar o passaporte para o Brasil, após superar com facilidade a Jordânia na Repescagem Intercontinental.

O primeiro desafio dos uruguaios no fortíssiimo Grupo D é contra a Costa Rica, na Arena Castelão, em Fortaleza, no dia 14 de junho. O jogo seguinte é o primeiro das pedreiras: Uruguai x Inglaterra está marcado para o dia 19 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo. A última partida dos uruguaios na fase de grupos é contra a Itália, no dia 24 de junho, na Arena das Dunas, em Natal.

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