Argentina cai em chave com única estreante em 2014 e velha conhecida em Copas

Virou tradição: se a Nigéria está na disputa da Copa do Mundo, a equipe cai na chave da Argentina. O duelo voltará a se repetir em 2014, assim como ocorreu em 1994, 2002 e 2010. Em apenas uma ocasião, em 1998, os nigerianos não ficaram no grupo dos argentinos. Apesar do retrospecto favorável aos sul-americanos, três vitórias em três partidas, os confrontos nunca foram vencidos por mais de um gol de diferença.

O Grupo F conta, ainda, com a única seleção estreante em Mundiais, a Bósnia-Herzegovina, além do Irã. Composição que agradou ao técnico da Argentina, Alejandro Sabella. “Pudemos evitar o chamado ‘grupo da morte’, que havia várias possibilidades de acontecer. Estamos moderadamente otimistas. No futebol é preciso jogar cada jogo, seria uma falta de respeito contra os adversários e contra nós mesmos pensar diferente. No entanto, seríamos hipócritas em negar que a Argentina é a equipe mais tradicional do grupo, mas também digo que o futebol é o mais ilógico de todos os esportes”.

O treinador argentino também comemorou o fato de a equipe não ter que fazer grandes deslocamentos na primeira fase. “Quanto ao sorteio, as questões que nos preocupavam eram a geográfica e os adversários. Com respeito ao grupo que caímos, geograficamente é muito bom para a gente, porque estaremos em Belo Horizonte e vamos jogar no Rio, em Belo Horizonte e em Porto Alegre. São viagens curtas e estamos falando de um país muito grande, quase do tamanho de um continente, no qual jogar no norte e no sul significa um longo trajeto, com suficiente desgaste dos jogadores, somado às diferentes temperaturas”.

#Nigéria já esteve no Brasil durante a Copa das Confederações

Disputa pela segunda vaga

O favoritismo dos sul-americanos é apontado também pelos treinadores de Irã, Nigéria e Bósnia-Herzegovina, que admitem lutar pela segunda vaga no grupo. Apesar de estar na chave dos argentinos, o comandante dos bósnios, Safet Susic, gostou do sorteio. "Depois de ver os outros grupos, podemos estar satisfeitos. Não há razões para tristeza, embora estejamos no grupo da Argentina, que é candidata ao título mundial. Por outro lado, o Irã é bem mais fraco do que nós. Já a Nigéria é, na pior das hipóteses, do nosso nível, embora tenha mais experiência em Copas do Mundo. Julgo que lutaremos com eles pelo segundo lugar", avaliou.

Stephen Keshi, que comanda os nigerianos, foi mais comedido que o colega bósnio, mas destacou que a equipe não deve temer adversários. “Iremos enfrentar três seleções com estilos de jogo totalmente diferentes. Ainda não conhecemos Irã e Bósnia em detalhes. Já a Argentina parece ter sido nossa adversária em todas as Copas do Mundo e sempre nos traz dificuldades. Evidentemente, respeitamos as três equipes, mas não tenho razões para temer nenhuma delas. O mais importante agora é nos prepararmos para o primeiro jogo, porque será nele que saberemos até onde podemos chegar", afirmou.

Sem turismo

O técnico português, Carlos Queiroz, que dirige o Irã, afirma que a equipe não virá ao Brasil fazer turismo e promete dedicação e raça para classificar às oitavas de final. “Para nós é fantástico, uma maravilha. Viemos para jogar com os melhores do mundo e estamos juntos com a Argentina, o que poderíamos pedir mais? Lutaremos para nos classificar para a segunda fase. Vai ser fácil? Não, muito difícil, mas está em nossas mãos trabalhar para fazer partidas competentes e dignas. Vamos tentar fazer o melhor e no futebol nunca se sabe. Agora, o que não podemos fazer é chegar aqui como turistas. O Irã não vem aqui fazer turismo, viemos para disputar os jogos com muita competência, raça e amor”.

Ele só pediu para a Argentina não jogar inspirada contra os iranianos. “O que me preocupa é que a Argentina faça uma partida com inspiração, isso seria muito difícil, espero que não estejam inspirados contra nós”, disse Queiroz, para, em seguida, brincar sobre a condição de Messi ser o melhor atleta do plaenta. “Para mim, Messi poderia ser o melhor jogador do mundo, mas, primeiro ele tem que me provar que é humano”.

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