Escolas com estilos diferentes de futebol e velhos conhecidos

Duas escolas do futebol europeu e outras duas do futebol latino-americano marcam a configuração do Grupo E. Suíça, França, Equador e Honduras farão duelos que colocarão frente a frente os diferentes estilos. Mas, quando se enfrentarem, equatorianos e hondurenhos terão velhos conhecidos do outro lado do campo.

O atual técnico de Honduras, Luis Fernando Suárez, treinou o Equador no Mundial de 2006, enquanto Ricardo Rueda, que comanda a seleção andina, estava no banco hondurenho na Copa de 2010. O conhecimento recíproco não para aí, já que ambos são colombiano. “Vai ser difícil enfrentá-lo, pela capacidade de trabalho que sabemos que tem. É um homem que conhece o Equador. Acredito que seja um conhecimento mútuo e vai ser uma partida disputada”, projetou Rueda.

Foto: Mowa Press#Cabeça de chave em 2014, a Suíça foi a única a vencer a Espanha na última Copa

“Algum conhecimento há, porque trabalhamos no Equador e ele em Honduras, então provavelmente temos maior conhecimento que as outras duas equipes”, disse Suárez, que revelou a sua torcida. “Temos que nos preparar muito bem para qualquer situação. Tenho o sentimento de querer passar e tomara que o Equador também possa ir para a próxima fase”, completou.

O técnico do Equador ressaltou a experiência dos adversários, que ao contrário da seleção sul americana, disputaram a Copa de 2010. “Duas seleções europeias com estilos diferentes. Uma Suíça e uma França, que têm rodagem internacional, são seleções maduras, com jogadores de elite. A Suíça fez uma grande campanha nas Eliminatórias. Honduras também é experiente, com uma geração que jogou o último Mundial. Acredito que é um grupo que exigirá muito”.

Os latino-americanos apostam na temperatura e no clima tropical do Brasil como fatores para ajudarem a derrotar os europeus. “Certamente que os fatores temperatura e umidade vão ser importantes. Tomara que com a preparação nos acostumemos bem e possamos tirar vantagem disso”, apontou Rueda.

“A temperatura e a umidade daqui podem ser aproveitados pelos sul americanos, que terão essa vantagem comparativa, já que estão acostumados com esse tipo de clima”, concordou Suárez. O comandante de Honduras, no entanto, não gostou do longo deslocamento que a equipe terá que fazer entre o segundo e o terceiro jogo. “Isso é o único que eu não gosto do grupo, porque no nosso caso específico, vamos jogar em Porto Alegre, depois em Curitiba e, por fim, em Manaus. Teremos que atravessar o país, mas, são situações iguais ao sorteio e temos que aceitar”.

Europeus

Única campeã mundial a integrar o Grupo E, a França aparece como favorita a levar uma das vagas para as oitavas de final da competição. Apesar de não ter mais estrelas como Zidane e Henry, craques que levantaram a Copa em 1998 e alcançaram o vice em 2006, os “Bleus” depositam suas esperanças no habilidoso Ribéry e no artilheiro Benzema. A tradição pesa a favor dos europeus, mesmo após uma classificação difícil nas Eliminatórias, quando reverteu uma desvantagem de dois gols contra a Ucrânia.

O técnico francês, Didier Deschamps, disse que os adversários não serão fáceis, mas destacou que o grupo poderia ser mais difícil. “Poderia ter sido mais complicado, vamos ser honestos. Enfrentaremos os nossos vizinhos suíços, uma equipe sul-americana e uma seleção de Honduras que joga um estilo semelhante de futebol. Nenhum adversário é fácil, temos de ser ambiciosos, mas realistas. Antes e depois do sorteio o nosso objetivo é o mesmo: chegar às oitavas de final”.

Terceira Copa seguida

A Suíça chega com status de cabeça de chave, após alcançar bons resultados, como a vitória por 1 x 0, no amistoso de agosto de 2013, contra o Brasil, e subir no ranking da FIFA. Os suíços chegam a sua terceira Copa do Mundo seguida e vem conseguindo alguns feitos importantes. Em 2006, os europeus terminaram a Copa invictos e sem levar gols, tendo caído nas oitavas de final, nos pênaltis. Já em 2010, os suíços derrotaram a campeã Espanha, por 1 x 0, na estreia.

O equilíbrio da chave e os estilos diferentes entre as equipes europeias e americanas foram lembrados pelo treinador Ottmar Hitzfeld, que comanda a Suíça. “É um grupo muito acirrado e equilibrado, com mentalidades diferentes. Acho que é um grupo muito interessante de disputar. A França é um adversário muito eficaz, mas não precisamos nos queixar. Precisamos aproveitar o tempo e nos preparar para as condições que vamos enfrentar”. Na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, franceses e suíços também ficaram na mesma chave e empataram sem gols.

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