Retrospecto, torcida e tradição fazem Brasil ser apontado como favorito

Maior vencedor da história das Copas, jogando com o apoio da torcida e sem ter levado nenhum gol sequer de Croácia, México e Camarões em Mundiais, o Brasil desponta como favorito no Grupo A. Pelo menos essa é a opinião dos adversários da Seleção na primeira fase da competição. Já o experiente técnico Luiz Felipe Scolari, campeão em 2002, tratou de exaltar as qualidades de croatas, mexicanos e camaroneses.

“Primeiro temos a Croácia, uma seleção que era parte da Iugoslávia e joga um futebol parecido com o do Brasil, com qualidade técnica. Depois temos o que vem sendo um clássico de dificuldade maior para nós, que é o México. E Camarões, no final, temos de ter cuidado com uma série de detalhes, até porque eles já aprontaram em outras Copas para cima de grandes seleções e se classificaram. Então a gente tem que ter cuidado com tudo”, analisou.

Foto: Danilo Borges/Portal da Copa/Ministério do Esporte#

O técnico croata, Niko Kovac, comemorou o fato de o país fazer a abertura da Copa, mas classificou a chave como difícil. “Eu penso que estamos em um grupo difícil. O favorito número um está na nossa chave, o Brasil, e é nossa primeira partida. Vamos ver o que acontece. Mas somos um país pequeno e vamos jogar a partida de abertura, o que será um grande prazer para nós. O mundo inteiro vai estar nos olhando”.

Ele destacou, ainda, a qualidade de camaroneses e mexicanos, na ordem, os outros adversários da primeira fase. “Claro que o Brasil é o favorito, mas acredito que México e Camarões são equipes duras, mas temos bons jogadores, que atuam em bons times e ligas”.

Segunda vaga

O diretor técnico do México, Héctor González, jogou o favoritismo para a Seleção Brasileira, apesar dos recentes triunfos do país sobre o Brasil, e disse que os mexicanos vão lutar pela segunda vaga. “Teremos o privilégio de jogar contra o Brasil, que é o favorito. É claro que o apoio da torcida, como foi na Copa das Confederações, quando jogamos contra o Brasil, as pessoas cantando, inflama a equipe. Mas poder jogar contra a equipe pentacampeã é incrível. O Brasil é o favorito para se classificar em primeiro e vamos tentar a segunda vaga”, declarou.

Reconstrução

A seleção de Camarões surpreendeu o mundo ao chegar às quartas de final da Copa de 1990, mas esse passado não reflete a atualidade do futebol do país, segundo o técnico alemão Volker Finke, que dirige os camaroneses. Para ele, a classificação para o Mundial é uma oportunidade de reconstruir o futebol local. “As pessoas e o futebol lembram de Camarões dos anos 90, mas nos últimos três anos, Camarões  foi caindo, agora é um momento de recomeço. Essa classificação para a Copa foi importante, inclusive para a reconstrução do futebol em Camarões”.

Apesar disso, o técnico confia na atual geração de jogadores, principalmente após as apresentações contra a Tunísia, na fase final das Eliminatórias.  “Temos muitos jogadores jovens que podem fazer a diferença. No último jogo contra a Tunísia, apresentamos um bom futebol, com bons passes e técnica. Agora, necessitamos de interação, organização, vibração e de bom entrosamento. E isso, às vezes é um problema, não só em Camarões, mas em muitas equipes da África”, alertou.

Retrospecto

A Seleção Brasileira está invicta na história das Copas contra os adversários da primeira fase do próximo Mundial. Ao todo, foram cinco jogos e cinco vitórias diante de Camarões, Croácia e México, com 15 gols a favor e nenhum gol contra.

O Brasil enfrentou Camarões na Copa do Mundo de 1994, no segundo jogo da campanha do tetracampeonato. A Seleção venceu por 3 x 0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto. A Croácia caiu na chave do Brasil em 2006, quando a equipe canarinho estreou ganhando por 1 x 0, com gol de Kaká. Já o México é um adversário mais tradicional em mundiais, ao todo foram três confrontos na história, com três vitórias da equipe verde e amarela, a última em 1962, quando o Brasil levantou a Copa pela segunda vez. 

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